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Governo dos EUA aponta Moraes como símbolo de censura e perseguição política contra Bolsonaro
Governo dos EUA aponta Moraes como símbolo de censura e perseguição política contra Bolsonaro
Subsecretário de Estado americano diz que STF promove repressão e que Washington está tomando medidas; vistos de ministros serão revogados
Por: Redação
24/07/2025 às 22:34

Foto: Adriano Machado
O subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, afirmou nesta quinta-feira (24) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, representa o “coração pulsante da perseguição política e censura” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita em seu perfil na rede social X (antigo Twitter) e republicada oficialmente pela Embaixada dos EUA no Brasil, ampliando o impacto da crítica no cenário diplomático.
Segundo Beattie, as ações autoritárias de Moraes estão sob o radar do governo norte-americano, e medidas já estão sendo tomadas graças à iniciativa do presidente Donald Trump e do secretário de Estado Marco Rubio. A movimentação expõe o crescente incômodo internacional com a atuação do Judiciário brasileiro, especialmente em relação ao que setores conservadores classificam como excessos e arbitrariedades do STF.
A declaração veio horas após Moraes advertir a defesa de Bolsonaro por suposto descumprimento de medidas cautelares. Apesar de descartar a prisão preventiva, o ministro reafirmou restrições como o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, toque de recolher noturno e proibição de uso de redes sociais, diretas ou por terceiros — medidas que provocaram forte reação internacional.
Vistos cancelados e pressão diplomática
No mesmo dia, o secretário Marco Rubio anunciou o cancelamento dos vistos de Moraes e de outros sete ministros do STF. A sanção diplomática é uma resposta ao que o Departamento de Estado classificou como práticas antidemocráticas, alinhando os EUA ao discurso de que o Brasil vive um momento de risco à liberdade de expressão e ao devido processo legal.
As declarações ocorreram num momento em que Bolsonaro e aliados sofrem crescente pressão judicial. Moraes ainda alertou que o ex-presidente pode ser acusado de incitar “milícias digitais” caso continue a dar declarações públicas, algo visto por críticos como uma tentativa de cerceamento político e silenciamento da oposição.
O caso ganha proporções internacionais e levanta debate sobre a judicialização da política e a ausência de freios ao poder concentrado no Supremo Tribunal Federal. Analistas apontam que a crise institucional brasileira começa a repercutir fora do país, evidenciando um possível isolamento do STF perante democracias liberais ocidentais.
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