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Governo Lula amplia quadro de servidores e fecha 2025 com 579 mil funcionários

Governo Lula amplia quadro de servidores e fecha 2025 com 579 mil funcionários

Número de ativos cresce 0,72% em um ano e atinge maior patamar desde 2021, enquanto despesas com pessoal avançam acima da inflação

Por: Redação

04/02/2026 às 08:54

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou 2025 com 579.070 servidores públicos federais na ativa, um aumento de 4.140 funcionários em relação a 2024, quando o total era de 574.930. O crescimento de 0,72% marca o terceiro ano consecutivo de expansão do funcionalismo federal.

O contingente atual é o maior registrado desde 2021, quando a administração federal contava com 583.674 servidores. A trajetória contrasta com o período de retração observado entre 2020 e 2022, durante a pandemia, quando houve congelamento de salários e redução do ritmo de contratações.

Historicamente, o maior número de servidores federais no século 21 foi registrado em 2017, durante o governo de Michel Temer, com 634.157 trabalhadores. Já o menor contingente ocorreu em 2002, no fim da gestão de Fernando Henrique Cardoso, quando havia 493.272 servidores ativos.

A ampliação do quadro tem sido impulsionada pela política de concursos públicos adotada pelo atual governo. Em 2024, a primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) ofereceu 6.640 vagas imediatas, com salários de até R$ 22,9 mil e mais de 2,1 milhões de inscritos. Já em 2025, a segunda edição do certame abriu 3.652 vagas adicionais.

A estratégia do Executivo tem sido a reposição e ampliação do quadro funcional, mesmo diante de restrições fiscais e do crescimento das despesas obrigatórias.

Paralelamente ao aumento do número de servidores, o governo mantém posição contrária a propostas de reforma administrativa. A PEC 38/2025, apresentada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), foi rejeitada pelo Planalto. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que a proposta “não representa a posição do Executivo” e criticou o que chamou de “excesso de constitucionalização”.

Dweck também se posiciona contra a PEC 32/2020, que previa mudanças estruturais para conter o crescimento do gasto com pessoal, argumentando que a medida “puniria” os servidores públicos.

O avanço no número de funcionários ocorre em paralelo ao crescimento dos gastos. As despesas da União com pessoal totalizaram R$ 407,9 bilhões em 2025, alta real de 4,3% em relação a 2024, segundo dados do Tesouro Nacional. Trata-se do maior valor desde 2021, já corrigido pela inflação.

O montante inclui salários, encargos, sentenças judiciais e precatórios. Desconsiderando esses pagamentos extraordinários, as despesas recorrentes com funcionalismo somaram R$ 398,1 bilhões, avanço de 3% frente aos R$ 386,4 bilhões registrados no ano anterior.

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