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Governo Lula antecipa possíveis sanções dos EUA durante julgamento de Bolsonaro
Governo Lula antecipa possíveis sanções dos EUA durante julgamento de Bolsonaro
Por: Redação
31/08/2025 às 23:30

Foto: Adriana Machado
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está se preparando para uma possível nova rodada de sanções por parte dos Estados Unidos, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja condenado no julgamento que se inicia nesta terça-feira (2) no Supremo Tribunal Federal (STF).
A Primeira Turma do STF analisará o núcleo central dos acusados de suposta tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Bolsonaro é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser o principal articulador e maior beneficiário das ações que buscariam mantê-lo no poder após a derrota nas eleições de 2022.
Fontes da administração Trump relataram ao UOL que acompanharão de perto o desenrolar das audiências, um acompanhamento raro para julgamentos do STF, tradicionalmente pouco observados pelo governo americano. Além disso, há em análise em Washington uma série de medidas que poderiam ser acionadas imediatamente pelo presidente Donald Trump, entre elas sanções financeiras a integrantes do STF, novas restrições de vistos e ajustes na lista de produtos brasileiros afetados pelo tarifaço de 50% em vigor desde 6 de agosto.
Em resposta, o governo brasileiro iniciou um processo formal de retaliação às tarifas impostas pelos EUA, fundamentado na Lei de Reciprocidade. Esse trâmite pode durar de seis meses a um ano, por isso a antecipação foi considerada necessária. Além disso, o Brasil dispõe de meios emergenciais para impor tarifas sobre produtos norte-americanos, caso o conflito comercial se intensifique. A Embaixada do Brasil em Washington notificou o USTR (United States Trade Representative) na sexta-feira (29) sobre o início desse procedimento formal.
Aliados de Bolsonaro avaliam que o governo Trump pode retaliar em caso de condenação, cogitando até a ampliação da Lei Magnitsky para incluir familiares do ministro Alexandre de Moraes e outros membros do STF.
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