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Governo Lula lamenta revogação de norma que facilitava aborto em menores de idade

Governo Lula lamenta revogação de norma que facilitava aborto em menores de idade

Ministério das Mulheres critica decisão do Congresso e reafirma apoio a resolução que dispensava autorização judicial e dos pais em casos de gravidez por estupro

Por: Redação

06/11/2025 às 21:52

Imagem de Governo Lula lamenta revogação de norma que facilitava aborto em menores de idade

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou, nesta quinta-feira (6), a revogação da resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que facilitava o aborto em meninas menores de 14 anos, inclusive sem autorização judicial ou dos responsáveis legais, quando houvesse suspeita de abuso dentro da própria família.

Em nota oficial, o Ministério das Mulheres, chefiado por Cida Gonçalves, afirmou estar “preocupado com o retrocesso na proteção das vítimas” e criticou o projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que anulou a normativa. Segundo a pasta, a decisão “cria um vácuo que dificulta o acesso dessas vítimas ao atendimento”.

A resolução revogada autorizava a realização do aborto nos casos previstos em lei — como gravidez resultante de estupro ou risco de vida à gestante — sem a necessidade de boletim de ocorrência, decisão judicial ou consentimento familiar. Deputados contrários à norma argumentaram que o texto “exorbitava o poder regulamentar do Conanda”, interferindo em temas de competência exclusiva do Legislativo.

A manifestação do governo petista foi duramente criticada por parlamentares da oposição e por entidades pró-vida, que apontam viés ideológico e banalização da vida humana. Para os críticos, o Planalto demonstra comprometimento com uma agenda progressista internacional, que relativiza princípios constitucionais em nome de pautas identitárias.

A polêmica reacende o embate entre o Executivo e o Congresso em torno de temas morais e de costumes. Enquanto o governo tenta retomar resoluções e políticas alinhadas à militância feminista e à ONU, a maioria conservadora no Parlamento busca limitar o ativismo estatal e defender a família e a infância.

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