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Governo Lula prioriza PEC da Segurança, fim da escala 6×1 e Gás do Povo na retomada do Congresso
Governo Lula prioriza PEC da Segurança, fim da escala 6×1 e Gás do Povo na retomada do Congresso
Palácio do Planalto tenta destravar pautas de apelo social antes do calendário eleitoral, enquanto aliados atuam para sustentar vetos e agendas sensíveis
Por: Redação
02/02/2026 às 10:48

Foto: José Cruz/Agência Brasil
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu três frentes como centrais para a retomada da agenda no Congresso Nacional em 2026: a PEC da Segurança Pública, o fim da escala de trabalho 6×1 e a votação da medida provisória que cria o Programa Gás do Povo, voltado à população de baixa renda.
Segundo o primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara, Carlos Veras, os temas são considerados “estratégicos no início do ano legislativo” para o Palácio do Planalto. A avaliação interna é de que a aprovação dessas propostas pode fortalecer a narrativa social do governo antes que o avanço do calendário eleitoral reduza o espaço para votações de impacto.
A expectativa do Planalto é acelerar a tramitação das matérias nas próximas semanas. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, já sinalizou que pretende colocar em votação, ainda nesta segunda-feira (2), a MP do Programa Gás do Povo, considerada a proposta com maior chance de avanço imediato por seu alcance social e menor complexidade técnica.
Nos bastidores, porém, parlamentares avaliam que pautas como a PEC da Segurança tendem a enfrentar resistência significativa, especialmente por envolver disputas federativas, centralização de competências e impacto direto sobre estados e municípios — temas que tradicionalmente geram reação no Congresso.
Além das propostas legislativas, a base governista também se mobiliza para preservar decisões já tomadas pelo Executivo. A deputada Gleisi Hoffmann afirmou que atuará, no período que antecede o Carnaval, para manter o veto de Lula ao PL da Dosimetria, projeto que altera critérios de aplicação de penas e que poderia beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A movimentação reforça a estratégia do governo de combinar agenda social com pautas simbólicas, buscando consolidar apoio político e mobilizar sua base eleitoral em um ano decisivo.
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