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Governo Lula recorre ao STF para salvar aumento do IOF rejeitado pelo Congresso
Governo Lula recorre ao STF para salvar aumento do IOF rejeitado pelo Congresso
AGU entra com ação para manter decreto tributário derrubado por deputados e senadores; medida é considerada crucial para meta fiscal
Por: Redação
01/07/2025 às 11:03

Foto: Rafa Neddemeyer/Agência Brasil
O governo federal decidiu acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a derrota imposta pelo Congresso Nacional na semana passada, quando deputados e senadores derrubaram o decreto presidencial que aumentava as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (1º) pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.
A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade (ADI), alegando que o Congresso extrapolou seus limites ao sustar um ato normativo com finalidade fiscal, prática que, segundo o governo, desrespeita o princípio da separação dos poderes. A iniciativa repete o caminho já adotado pelo PSOL, que também protocolou ação no STF.
A derrubada do decreto aconteceu no dia 25 de junho e foi histórica: pela primeira vez desde 1992, o Congresso rejeitou formalmente uma medida presidencial de natureza tributária. Naquela ocasião, o alvo foi o então presidente Fernando Collor, meses antes de seu impeachment.
Desta vez, o foco foi econômico. O decreto de Lula previa aumento do IOF sobre operações de crédito, especialmente as empresariais, com previsão de arrecadação extra de R$ 20 bilhões. A proposta gerou forte resistência entre parlamentares e setores produtivos. A revogação teve apoio expressivo: 383 votos na Câmara e confirmação simbólica no Senado.
Mesmo após tentar recuar parcialmente e negociar uma saída com os congressistas — que incluía um novo decreto e uma medida provisória com alternativas de arrecadação — o governo viu o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), abandonar o acordo e manter a rejeição da proposta.
Com o cenário político desfavorável, o Planalto aposta agora no STF para validar o aumento do IOF, que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considera indispensável para cumprir a meta de déficit zero em 2025.
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