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Governo Lula relança licitação para comunicação digital com gasto previsto de R$ 98 milhões
Governo Lula relança licitação para comunicação digital com gasto previsto de R$ 98 milhões
Nova contratação substitui edital anterior de quase R$ 200 milhões, suspenso por indícios de fraude; gestão aposta em estratégia digital contínua para ampliar narrativa oficial
Por: Redação
16/07/2025 às 09:54

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) abriu um novo processo de licitação para contratar três agências de publicidade que serão responsáveis pela comunicação digital do governo Lula. O valor estimado para o contrato, com vigência inicial de 12 meses, é de R$ 98,3 milhões, com possibilidade de prorrogação.
A iniciativa vem após a revogação de uma licitação anterior, ainda mais robusta — no valor de R$ 197,7 milhões — suspensa em junho de 2024 pelo Tribunal de Contas da União (TCU) devido a suspeitas de vazamento de propostas e favorecimento. À época, a Secom era comandada por Paulo Pimenta. Hoje, quem assume o cargo é Sidônio Palmeira, estrategista de longa data do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defensor de uma linha ideológica mais explícita no discurso oficial.
No novo edital, a Secom estabelece que as agências deverão executar tarefas que vão desde a produção e veiculação de conteúdo digital, até a moderação de perfis nas redes sociais e a análise de dados e sentimentos dos usuários. A estratégia anunciada busca reforçar a presença do governo federal em plataformas como TikTok, Instagram, Facebook, Kwai, YouTube, Pinterest e LinkedIn — redes dominadas atualmente por vozes críticas à esquerda e favoráveis ao avanço da direita.
Segundo um dos documentos de orientação da licitação, o objetivo central da contratação não é combater diretamente as chamadas “fake news”, mas promover “os benefícios concretos das políticas públicas” por meio de conteúdos com linguagem “acessível, envolvente e inspiradora”. O governo pretende manter um fluxo contínuo de publicações, apostando em engajamento orgânico e adequação à linguagem específica de cada plataforma.
A movimentação ocorre em um momento delicado da comunicação institucional. O próprio ministro Sidônio admitiu em abril que o governo enfrenta dificuldade de narrativa e perda de apoio, atribuídas por ele ao avanço da "extrema-direita" nas redes sociais. O novo plano busca, segundo o governo, recuperar espaço nesse ambiente.
O prazo para envio das propostas vai até 2 de setembro. Resta saber se a nova licitação evitará os erros do passado recente e se o investimento milionário será eficaz para reconectar o Planalto com o eleitorado digital.
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