Governo Lula tem maior gasto com viagens em 1º semestre desde 2014
Despesas com diárias e passagens somam R$ 1,7 bilhão no 1º semestre de 2025; número é 8,5% maior que em 2024 e supera período Bolsonaro
Por: Redação
04/08/2025 às 08:03

Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil
O governo federal desembolsou R$ 1,7 bilhão com diárias e passagens entre janeiro e junho de 2025, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O montante representa um aumento real de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 1,5 bilhão), já corrigido pela inflação. Trata-se do maior valor para um primeiro semestre desde 2014, quando o governo de Dilma Rousseff (PT) gastou R$ 2 bilhões.
Os números constam no relatório do resultado primário referente ao mês de junho e mostram tendência de alta nos custos com viagens oficiais desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Alta contínua desde 2023
Do total gasto em 2025, cerca de R$ 1 bilhão foi destinado ao pagamento de diárias, e R$ 700 milhões a passagens e locomoção. Ambos os itens registraram crescimento na comparação anual: 8,7% e 8,2%, respectivamente.
Nos três primeiros anos do governo Lula (2023–2025), os gastos com viagens somaram R$ 4,6 bilhões. Isso representa um crescimento de 46% em relação ao mesmo intervalo de tempo no governo de Jair Bolsonaro (PL), quando foram gastos R$ 3,2 bilhões entre 2019 e 2022.
Durante a pandemia, as restrições a deslocamentos impactaram significativamente as despesas. Em 2020 e 2021, os gastos ficaram abaixo de R$ 650 milhões no primeiro semestre. A retomada foi registrada em 2022, com alta superior a 100% ante o ano anterior.
Mais ministérios, mais viagens
Uma das razões para o aumento expressivo é a reestruturação administrativa do governo Lula. Hoje, a Esplanada conta com 38 ministérios — 15 a mais do que no período Bolsonaro. Isso implica mais agendas oficiais, deslocamentos de ministros e assessores e, naturalmente, mais custos para os cofres públicos.
Apesar dos sinais de pressão fiscal e das promessas de responsabilidade no gasto, o crescimento das despesas com viagens indica que o governo ainda enfrenta resistência para conter custos na máquina pública.
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