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Governo Lula tenta conter crise e negocia trégua com União Brasil e PP para evitar saídas de ministros
Governo Lula tenta conter crise e negocia trégua com União Brasil e PP para evitar saídas de ministros
Movimento do Planalto busca preservar a base aliada e impedir que Celso Sabino e André Fufuca deixem os ministérios em meio a tensões partidárias.
Por: Redação
06/10/2025 às 07:23

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O Palácio do Planalto iniciou uma ofensiva política para evitar a debandada de dois de seus principais aliados do chamado “centrão governista”: o União Brasil e o Progressistas (PP). Ambos ameaçam desembarcar da base nesta semana, o que poderia resultar na saída dos ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte).
Segundo informações da CNN Brasil, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e outros interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm atuado diretamente para tentar conter a crise. Em entrevista, Gleisi afirmou ter conversado com o presidente da federação União Brasil–PP, Antonio Rueda, sobre um possível acordo de permanência.
“Foi uma conversa política sobre governo e base aliada. O presidente Lula gostaria que os dois ficassem. A composição do governo objetiva a governabilidade e, se pudermos nos entender eleitoralmente em alguns estados, seria bom”, disse a ministra.
Além de Gleisi, também participaram das tratativas o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, e o presidente do PT, Edinho Silva, que buscaram apaziguar a relação com os partidos. O argumento central usado pelos emissários foi de que Lula tende a vencer as eleições de 2026, o que abriria espaço para negociações regionais de palanques e apoio político.
Os governistas também alertaram para o risco de uma escalada no conflito, comparando a situação a embates históricos como os de Jader Barbalho e Antonio Carlos Magalhães, em 2000, e Roberto Jefferson e José Dirceu, em 2005 — episódios que fragilizaram o equilíbrio político do período.
Apesar das tentativas de trégua, o União Brasil manteve a decisão de exigir que seus filiados entreguem os cargos. A cúpula do partido deu prazo até terça-feira (7) para que Celso Sabino deixe o ministério e marcou uma reunião para quarta, quando poderá votar sua expulsão. O ministro, no entanto, resiste e sinaliza que pretende continuar no governo, mirando uma futura candidatura ao Senado em 2026 — com apoio de seu reduto eleitoral no Pará e a visibilidade da COP de Belém.
No Progressistas, as divergências giram em torno de André Fufuca, que enfrenta pressão interna para se afastar do governo. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) já afirmou publicamente que Fufuca “terá de escolher entre o partido e o governo”.
A movimentação do Planalto é vista como uma tentativa de preservar a base de sustentação no Congresso, cada vez mais fragmentada e dependente de negociações individuais com líderes do centrão.
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