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Governo Lula tenta negociar com Trump revisão de sanções contra Moraes e tarifas sobre exportações brasileiras

Governo Lula tenta negociar com Trump revisão de sanções contra Moraes e tarifas sobre exportações brasileiras

Planalto quer incluir suspensão de vistos e retirada do ministro do STF da Lei Magnitsky no pacote de diálogo com os EUA

Por: Redação

30/09/2025 às 08:04

Imagem de Governo Lula tenta negociar com Trump revisão de sanções contra Moraes e tarifas sobre exportações brasileiras

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca ampliar a pauta de negociações com os Estados Unidos para além da questão comercial. Além das tarifas de 50% impostas em julho por Donald Trump sobre produtos brasileiros, o Planalto pretende discutir a revisão das sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, enquadrado na Lei Magnitsky, e a suspensão de vistos aplicada a autoridades do Executivo brasileiro.

As conversas foram retomadas após o encontro breve entre Lula e Trump, em 23 de setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Desde então, chanceler Mauro Vieira, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, têm conduzido tratativas iniciais para viabilizar um diálogo direto entre os dois presidentes, que pode ocorrer ainda nesta semana por telefone ou videoconferência.

O Planalto avalia que uma reunião presencial poderia acontecer em um país neutro ou mesmo na residência de Trump, em Mar-a-Lago, evitando exposição no Salão Oval, onde líderes como Cyril Ramaphosa e Volodymyr Zelensky já enfrentaram constrangimentos.

 

Entre os principais pontos da agenda estão:

  • redução das tarifas comerciais,

  • revisão das sanções contra Moraes,

  • retomada dos vistos de ministros e autoridades brasileiras.

Em 30 de julho, Washington incluiu Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky, alegando que o magistrado teria autorizado prisões arbitrárias e restringido a liberdade de expressão. As sanções preveem bloqueio de ativos, proibição de entrada nos EUA e restrições em negócios com empresas e cidadãos americanos. Moraes é relator do processo que condenou Jair Bolsonaro (PL), decisão que motivou forte reação em setores conservadores norte-americanos.

Segundo bastidores, o endurecimento contra Moraes contou com influência do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista e empresário Paulo Figueiredo, que articularam junto à ala ideológica da Casa Branca. O movimento congelou o diálogo entre os dois governos por semanas.

Agora, Lula aposta na reaproximação com Trump para tentar aliviar pressões externas. No entanto, aliados do petista reconhecem que dificilmente o republicano recuará em relação a sanções contra autoridades ligadas à esquerda, dada sua postura crítica a regimes e governos que vê como restritivos à liberdade.

Durante a ONU, Trump elogiou Lula pelo encontro, mas deixou claro o tom de sua política: “O Brasil está indo mal, e só irá melhorar quando trabalhar em cooperação com os Estados Unidos. Sem nós, eles fracassarão.”

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