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Governo Lula torra mais de R$ 71 milhões em navios de luxo para hospedagem na COP30
Governo Lula torra mais de R$ 71 milhões em navios de luxo para hospedagem na COP30
Planalto reserva 850 cabines flutuantes em Belém enquanto crise fiscal avança e custo final ainda pode aumentar
Por: Redação
20/11/2025 às 08:28

Foto: Divulgação
O governo Luiz Inácio Lula da Silva gastou R$ 71,7 milhões para contratar 850 cabines em navios de cruzeiro usados como hospedagem oficial durante a COP30, realizada em Belém (PA). A informação foi confirmada pela Secretaria Extraordinária para a COP30 (Secop30) e mostra que, além do valor já elevado, o custo ainda pode aumentar conforme o evento avance.
Desse total, 450 cabines — ao custo de R$ 26,3 milhões — foram destinadas a delegações internacionais, conforme exigência da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Mas o governo Lula decidiu reservar também outras 400 cabines, pelo valor superior de R$ 45,4 milhões, apenas para a comitiva brasileira.
A Secop30 afirmou que o valor final “está em evolução diária”, já que a cobrança depende do número de cabines efetivamente ocupadas após o término da conferência.
Hospedagem flutuante evidencia falta de infraestrutura e gestão cara
O uso de navios de cruzeiro foi anunciado pelo governo como solução à baixa oferta de hotéis em Belém — cidade que precisaria dobrar sua capacidade de hospedagem para comportar os mais de 60 mil participantes da COP30. No entanto, a alternativa levantou críticas de delegações, especialistas e do público, que apontaram preços exorbitantes, logística deficiente e falta de planejamento.
Para viabilizar a hospedagem, a Embratur selecionou a empresa Qualitours, que firmou acordo com os transatlânticos MSC Seaview e Costa Diadema — navios gigantescos, de padrão de luxo, com piscinas, restaurantes e cabines ampliadas, contrastando com o discurso de austeridade e sustentabilidade pregado pelo governo.
Polêmica cresce em meio ao vexame da COP30
A realização da COP30 em Belém tem sido cercada de críticas internacionais, especialmente após declarações de autoridades estrangeiras sobre a precariedade da infraestrutura, altos custos e dificuldades logísticas.
O gasto milionário com navios de luxo reforça a percepção de contradição entre a retórica ambiental do governo e a execução do evento — marcada por improvisos, despesas elevadas e acusações de desperdício.
O governo não detalhou se haverá auditoria posterior para apurar a real necessidade das reservas e o impacto final das despesas para os cofres públicos.
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