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Governo quer STF para reverter derrota do IOF, mas enfrenta resistência do Congresso

Governo quer STF para reverter derrota do IOF, mas enfrenta resistência do Congresso

Haddad aguarda ordem de Lula para judicializar decisão que anulou decreto; arrecadação de R$ 12 bilhões foi por água abaixo após recuo político

Por: Redação

28/06/2025 às 00:00

O ministro da economia, Fernando Haddad

Foto: Diogo Zacarias

O governo Lula ensaia um novo embate com o Congresso após a derrota na tentativa de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), medida que poderia reforçar os cofres públicos em até R$ 12 bilhões em 2025. A estratégia agora é recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão do Legislativo, mas a ofensiva judicial promete acirrar ainda mais a tensão entre os Poderes.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (27) que aguarda uma orientação direta do presidente para judicializar o caso. “O presidente está ouvindo seus ministros e vai tomar a decisão”, declarou após um evento na USP. Apesar do tom cauteloso, fontes do Planalto indicam que Lula já decidiu acionar o STF.

A Advocacia-Geral da União (AGU) já se mobilizou, solicitando informações técnicas à equipe econômica. A base da contestação será a alegação de que o Congresso extrapolou sua competência ao derrubar um decreto presidencial que trata de política tributária — uma prerrogativa, segundo o governo, exclusiva do Executivo.

Mas a tentativa de judicializar a queda do decreto pode se voltar contra o Planalto. A derrubada do IOF teve apoio maciço nas duas Casas legislativas: 383 votos na Câmara e uma votação simbólica no Senado, que dispensou até mesmo o registro nominal dos parlamentares. O gesto foi lido como um recado político claro, não só ao ministro Haddad, mas à própria articulação do governo, que mais uma vez se mostrou frágil diante da pressão do empresariado e da base aliada.

Para o Congresso, a judicialização será vista como tentativa de atropelar a vontade política do Parlamento. O argumento será o mesmo já usado em outras ocasiões: decisões tributárias com forte impacto econômico não podem ser impostas por decreto sem diálogo com os representantes eleitos da sociedade.

Enquanto isso, o Ministério da Fazenda contabiliza a frustração de uma das principais apostas para reequilibrar as contas públicas em 2025. Com a medida derrubada, o ganho de arrecadação com o IOF foi de R$ 12 bilhões para praticamente zero. Mais uma derrota que expõe não só o isolamento político da equipe econômica, mas também o custo de um governo que insiste em governar por decreto num ambiente de maioria volátil.

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