Governo Trump estuda sanções contra Gonet após pedido de prisão de Bolsonaro
Casa Branca avalia aplicar punições ao procurador-geral com base em leis internacionais; Eduardo Bolsonaro participa das conversas em Washington
Por: Redação
16/07/2025 às 08:00

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discute possíveis sanções contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, após o chefe do Ministério Público Federal pedir a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a penas que podem chegar a 43 anos de prisão. As conversas ocorrem em Washington e contam com a participação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro.
Entre as medidas avaliadas pela Casa Branca estão punições com base na Lei Magnitsky Global e na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), instrumentos jurídicos utilizados pelos EUA para punir autoridades estrangeiras envolvidas em violações de direitos ou atos que representem ameaças aos interesses americanos.
O plano de retaliação contra Gonet segue linha semelhante à adotada contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, também alvo de críticas do governo Trump. Ambos são apontados por aliados do ex-presidente brasileiro como protagonistas de um processo judicial considerado por eles como “perseguição política”.
Segundo fontes próximas ao governo americano, Trump considera que as ações contra Bolsonaro — especialmente a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) — violam princípios democráticos e configuram abuso de poder. Em fevereiro, o senador republicano Shane Jett, aliado de Trump, já havia enviado uma carta ao PGR cobrando esclarecimentos sobre condutas do Ministério Público Federal.
Na denúncia apresentada ao STF, Gonet acusou Bolsonaro de liderar uma organização criminosa que teria atuado para tentar reverter o resultado da eleição presidencial de 2022. A PGR também atribui ao ex-presidente os crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio público.
Apesar das pressões internacionais, ministros do Supremo consultados pela imprensa afirmam que a Corte não mudará sua conduta diante das reações do governo americano.
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