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Governo Trump flexibiliza restrições à China em nova ofensiva por acordos comerciais estratégicos
Governo Trump flexibiliza restrições à China em nova ofensiva por acordos comerciais estratégicos
Reaproximação econômica visa destravar negociações bilaterais e recuperar protagonismo norte-americano frente à expansão tecnológica chinesa
Por: Redação
28/07/2025 às 09:47

Foto: Divulgação/AFP
O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, suspendeu recentemente restrições à exportação de tecnologia para a China. A medida, segundo reportagem do Financial Times, tem como objetivo impulsionar as negociações comerciais entre as duas potências e pavimentar o caminho para um encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping ainda este ano.
O Escritório da Indústria e Segurança, órgão do Departamento de Comércio responsável pelos controles de exportação, teria sido orientado nos últimos meses a adotar uma postura menos rígida em relação a Pequim. A decisão é estratégica e parte de um esforço mais amplo da Casa Branca para conter o domínio chinês sem prejudicar os interesses econômicos norte-americanos.
Nesta segunda-feira (28), autoridades econômicas dos dois países retomaram conversas em Estocolmo, com foco em disputas comerciais históricas que ainda alimentam a guerra tarifária iniciada nos primeiros mandatos de Trump.
Um dos sinais mais visíveis da flexibilização foi dado pela Nvidia. A gigante da tecnologia anunciou a retomada da venda de chips gráficos H20 para a China, revertendo restrições impostas em abril. Os componentes são utilizados em sistemas de inteligência artificial, o que anteriormente havia motivado o bloqueio com base em critérios de segurança nacional.
De acordo com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, a mudança está inserida nas tratativas envolvendo insumos estratégicos, como terras raras e ímãs — áreas em que os Estados Unidos dependem fortemente do suprimento chinês.
Apesar da mudança, vozes importantes ligadas ao setor de segurança manifestaram preocupação. Segundo o Financial Times, 20 especialistas — entre eles Matt Pottinger, ex-vice-conselheiro de segurança nacional — escreveram a Lutnick alertando que o recuo pode comprometer a vantagem tecnológica e militar dos EUA. “Essa medida representa um erro estratégico”, afirmam na carta.
Setor privado também se mobiliza
Enquanto o governo Trump atua nos bastidores da diplomacia econômica, o setor privado americano também se movimenta. Uma delegação de alto nível, liderada pelo CEO da FedEx, Rajesh Subramaniam, viajou à China para reuniões com autoridades locais. A missão foi organizada pelo Conselho Empresarial EUA-China (USCBC) e conta com executivos de empresas como a Boeing, conforme revelou o South China Morning Post.
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a visita ocorre de forma independente, sem envolvimento direto do governo. No entanto, a articulação empresarial reforça o papel ativo da indústria americana em buscar estabilidade e previsibilidade no relacionamento bilateral.
A nova abordagem da gestão Trump combina pressão estratégica com pragmatismo econômico — mantendo firmeza frente à expansão chinesa, mas sem abdicar de negociações que possam favorecer os interesses comerciais e industriais dos Estados Unidos.
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