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Haddad admite que pode ir aos EUA com Alckmin, mas governo age tarde diante do tarifaço de Trump

Haddad admite que pode ir aos EUA com Alckmin, mas governo age tarde diante do tarifaço de Trump

Negociação com EUA se arrasta enquanto tarifa de 50% sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta sexta; governo ainda não tem plano claro

Por: Redação

30/07/2025 às 09:07

Haddad diz que está em contato com o Tesouro dos EUA para marcar uma reunião, mas que não ocorrerá antes de sexta (1º)

Foto: Washington Costa

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), admitiu nesta quarta-feira (30) que estuda viajar a Washington junto ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para negociar com autoridades norte-americanas a tarifa de 50% imposta pelo governo Donald Trump sobre produtos brasileiros. No entanto, a viagem não acontecerá antes de sexta-feira (1º), quando as tarifas entram oficialmente em vigor.

A sinalização reforça uma crítica recorrente de setores produtivos e analistas econômicos: o governo Lula parece ter reagido tarde ao que já se desenhava como uma medida comercial de grande impacto. Apesar das declarações de empenho, faltam resultados práticos.

Por ora, o canal de negociação está restrito ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, que teria sinalizado a possibilidade de isenção para produtos como café, manga e cacau. Mesmo assim, ainda sem acordos firmados. “Assim que tiver uma agenda estruturada, sim [iremos aos EUA]”, declarou Haddad a jornalistas.

A fala evidencia que, mesmo com a gravidade da medida — que deve afetar diretamente exportações e comprometer a competitividade de setores estratégicos —, o governo brasileiro ainda não conseguiu articular uma resposta coordenada. O próprio ministro reconheceu que dificilmente haverá avanço até a entrada em vigor da tarifa e disse que um plano de contingência será avaliado “após o início efetivo da cobrança”.

No meio empresarial, cresce o desconforto com a demora na resposta e com o isolamento diplomático do Brasil em relação ao governo Trump. Desde o anúncio da medida, o Palácio do Planalto tem dado sinais contraditórios. Enquanto Haddad e Alckmin buscam abrir diálogo, o presidente Lula já afirmou que não pretende ligar para Trump, o que enfraquece os esforços diplomáticos num momento crítico.

Apesar disso, Haddad elogiou a atuação de Alckmin nas negociações. Segundo ele, o vice-presidente tem mantido conversas tanto públicas quanto reservadas em busca de uma saída para o impasse. Mesmo assim, a percepção é de que o governo brasileiro segue improvisando, sem um plano concreto ou previsível.

A taxação foi anunciada por Trump após declarações críticas ao governo brasileiro, citando decisões do Supremo Tribunal Federal e o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida, classificada como retaliação política por aliados do Planalto, pode impactar negativamente o agronegócio e outros setores da economia — o que preocupa não apenas empresários, mas também parlamentares de oposição.

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