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Haddad critica pressão nas redes sociais por IOF e diz que “1% da população faz inferno na internet”

Haddad critica pressão nas redes sociais por IOF e diz que “1% da população faz inferno na internet”

Ministro da Fazenda reage à mobilização digital contra medidas do governo e questiona o impacto desproporcional de minorias organizadas nas redes

Por: Redação

08/07/2025 às 12:13

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reagiu de forma contundente nesta segunda-feira (8) à onda de críticas nas redes sociais sobre o decreto presidencial que alterava regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Durante entrevista, Haddad afirmou que a grita digital partiu de uma parcela muito pequena da população, mas que tem causado um barulho desproporcional:

“Não é razoável que 1% da população faça esse inferno na internet”, disse o ministro, em referência à pressão contra a medida que acabou sendo derrubada pelo Congresso Nacional.

O comentário foi feito no contexto de sua avaliação sobre a crescente influência das redes sociais nas decisões políticas e econômicas. Haddad indicou que minorias organizadas online têm conseguido pautar parte do debate público e, em alguns casos, pressionar parlamentares e o próprio governo.

 

IOF: regulação, não arrecadação
Segundo o ministro, o objetivo do decreto era corrigir distorções no sistema tributário, e não aumentar a carga fiscal. A medida atingiria operações de crédito específicas, principalmente de fintechs e empresas que, segundo ele, se aproveitavam de brechas legais para não pagar tributo, enquanto outras pagavam normalmente.

A reação do Congresso — que derrubou o decreto por meio de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) — foi interpretada por Haddad como um movimento politizado, alimentado por desinformação e pressão das redes. Ele classificou a oposição ao decreto como “completamente irresponsável” e afirmou que a medida buscava igualdade tributária, e não penalizar a população.

 

Base em dados
A declaração de Haddad vem na esteira da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (8), que aponta um cenário político polarizado e crescente insatisfação com a condução econômica do país. De acordo com o levantamento, 54% dos brasileiros avaliam que o governo Lula tem desempenho pior que o de Jair Bolsonaro na questão dos impostos e da carga fiscal. Além disso, 53% consideram que a responsabilidade fiscal e o controle de gastos também estão piores na atual gestão.

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