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Haddad defende congelamento de gastos e diz que só despesas "imprescindíveis" serão aceitas
Haddad defende congelamento de gastos e diz que só despesas "imprescindíveis" serão aceitas
Ministro da Fazenda afirma que aumento de despesas pode comprometer crescimento; críticas atingem proposta de ampliar número de deputados
Por: Redação
25/06/2025 às 09:15

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (24) que é hora de dar o exemplo em relação ao controle das contas públicas. Segundo ele, o governo pretende interromper o debate sobre novos gastos até encontrar um caminho seguro para a sustentabilidade fiscal. “Nenhum aumento de despesa é bem-vindo, exceto os imprescindíveis”, declarou em entrevista à TV Record.
A fala ocorre em meio à discussão sobre uma proposta que aumenta o número de cadeiras na Câmara dos Deputados de 513 para 531. Haddad questionou a pertinência da medida: “Será que é imprescindível fazer esse gasto agora?”, disse, reforçando a necessidade de cautela. Para o ministro, conter as despesas é essencial para criar um ambiente econômico favorável: “Se formos prudentes, teremos mais crescimento. O Brasil pode entrar num ciclo virtuoso.”
O posicionamento vem na esteira de críticas à condução fiscal do governo anterior. Segundo Haddad, “o governo de 2022 bagunçou as contas públicas e perdeu a eleição”. De acordo com dados levantados pelo site Poder360, o atual governo Lula já gastou R$ 324,3 bilhões fora da meta fiscal entre 2023 e 2025.
O ministro também comentou a polêmica envolvendo o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Diante da pressão no Congresso para revogar o decreto que aumentou o imposto, Haddad se disse confiante na aprovação da medida provisória enviada como alternativa: “Esse jogo político faz parte da democracia. Após negociações e ajustes, temos conseguido aprovar quase todas as propostas”, afirmou.
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