Início

/

Notícias

/

Economia

/

Haddad diz que Lula é “campeão da responsabilidade fiscal” e nega traição no caso IOF

Haddad diz que Lula é “campeão da responsabilidade fiscal” e nega traição no caso IOF

Ministro afirma que meta de 2024 foi cumprida apesar de obstáculos; revogação do decreto do IOF é considerada derrota, mas não quebra institucional

Por: Redação

01/07/2025 às 12:10

O ministro da economia, Fernando Haddad

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (1º) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o “presidente da responsabilidade fiscal” e destacou que o governo cumpriu a meta fiscal de 2024 mesmo diante de adversidades, como a manutenção da desoneração da folha salarial, aprovada pelo Congresso contra a vontade do Executivo.

“Não somos o governo Jair Bolsonaro, a quem tudo foi permitido para ganhar a eleição. Temos responsabilidade. Lula é o presidente da responsabilidade fiscal. Não tem outro campeão”, declarou Haddad, em tom de crítica à gestão anterior.

O ministro citou medidas tomadas por Bolsonaro, como a renúncia do ICMS e o parcelamento de precatórios, que, segundo ele, geraram impactos fiscais herdados. Também apontou falhas de planejamento da equipe anterior, principalmente nas projeções de gastos com benefícios previdenciários.

Haddad lembrou que o Congresso aprovou a desoneração de 17 setores em 2023, o que elevou a renúncia fiscal, e que o Perse (programa de incentivo ao setor de eventos) custou R$ 18 bilhões — bem acima do estimado. Ainda assim, afirmou que o governo conseguiu manter o resultado primário dentro da meta: o deficit de R$ 11 bilhões ficou abaixo da margem de tolerância permitida (até R$ 28,8 bilhões).

 

Crise com o Congresso

Sobre a derrubada do decreto que elevava o IOF, medida central para a arrecadação de 2025, Haddad negou qualquer sentimento de traição por parte dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). “Esse tipo de expressão não cabe numa relação institucional”, afirmou. Segundo ele, a equipe econômica ainda tenta entender por que houve mudança de posição às vésperas da votação.

A revogação foi a maior derrota legislativa de Lula neste terceiro mandato. Na Câmara, 383 deputados votaram a favor da anulação do decreto; no Senado, a votação foi simbólica. Mesmo partidos que compõem a base do governo e comandam ministérios — como União Brasil, PSD, MDB e Republicanos — votaram maciçamente pela revogação.

Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil

Entre em contato conosco pelo whatsappp

logo

Site dedicado a informar com agilidade e responsabilidade, trazendo os principais acontecimentos locais, regionais e nacionais.

Siga

Rede Comunica Brasil © Copyright 2025

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.