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Haddad: “Lula não vai dizer ‘I love you’ nem ‘abanar o rabo’ para Trump”

Haddad: “Lula não vai dizer ‘I love you’ nem ‘abanar o rabo’ para Trump”

Por: Redação

29/07/2025 às 22:30

Imagem de Haddad: “Lula não vai dizer ‘I love you’ nem ‘abanar o rabo’ para Trump”

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manterá uma postura firme e digna nas negociações com os Estados Unidos, sem repetir comportamentos de submissão que ele associou ao ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a fala de Haddad não condiz com o fato de que o próprio Trump elogiou a forma firme de diálogo de Bolsonaro enquanto foi presidente. 

“Você não vai querer que o presidente Lula se comporte como o Bolsonaro abanando o rabo e falando ‘I love you’”, disse Haddad, em referência à decisão do presidente norte-americano Donald Trump de impor tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros. O ministro destacou que a relação com os Estados Unidos será conduzida com base em protocolo diplomático formal, preservando o respeito entre os países.

Haddad lembrou que o governo norte-americano vem adotando uma política externa agressiva em relação ao Brasil e a outros países, o que exige prudência na condução do diálogo. Ele citou como exemplo situações constrangedoras de outros líderes, como o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e garantiu que Lula não passará por algo semelhante.

As tarifas anunciadas por Trump entram em vigor em 1º de agosto e podem afetar setores importantes da economia brasileira, como o agronegócio e a indústria de alimentos. O governo brasileiro, segundo Haddad, ainda busca compreender quais pontos estão em discussão com Washington e não abrirá mão de políticas estratégicas nacionais, como o Pix, citado como alvo de incômodo pelos Estados Unidos.

Um plano de contingência elaborado por quatro ministérios foi apresentado ao presidente Lula, prevendo cenários e medidas para proteger a economia. Haddad afirmou que a prioridade é evitar retaliações imediatas que possam prejudicar a população brasileira. Para ele, o efeito inicial do tarifaço será sentido pelos consumidores norte-americanos, enquanto no Brasil alguns produtos podem até ter queda de preço devido à oferta maior no mercado interno.

O ministro também criticou setores da oposição que, segundo ele, tentam atrapalhar os canais de negociação. Ele concluiu que o governo "manterá dignidade e racionalidade nas relações exteriores, evitando tanto a submissão quanto atitudes precipitadas que possam afetar a economia do país".

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