Início

/

Notícias

/

Brasil

/

Haddad vê injustiças em tarifaço dos EUA e vê “ponto de partida” em isenções parciais

Haddad vê injustiças em tarifaço dos EUA e vê “ponto de partida” em isenções parciais

Mesmo com exclusões anunciadas por Trump, ministro da Fazenda afirma que setores importantes seguem prejudicados e que negociação está longe do fim

Por: Redação

31/07/2025 às 09:16

Ministro afirma que pedidos brasileiros foram contemplados, mas negociação está apenas no começo

Foto: Febraban

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (31) que, apesar das isenções anunciadas pelos Estados Unidos no tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, ainda há “muita injustiça” nas medidas adotadas. Segundo ele, o pacote de exceções é apenas o “ponto de partida” das negociações com o governo Trump.

Na quarta (30), o presidente americano Donald Trump assinou a ordem executiva confirmando a taxação de importações vindas do Brasil, mas excluiu cerca de 700 itens, como peças aeronáuticas, petróleo, suco de laranja e alguns minérios. Produtos relevantes da pauta exportadora nacional, como café, carne e frutas, continuam na lista e serão tarifados a partir de 6 de agosto.

“Estamos num ponto de partida mais favorável do que se imaginava, mas longe do ponto de chegada. Há setores afetados que não precisariam estar sendo afetados”, disse Haddad.

O ministro também confirmou que conversou com a equipe do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para agendar uma nova rodada de negociações. Há expectativa de que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participe do encontro, representando o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Haddad admitiu que os setores não contemplados pelas isenções enfrentam uma situação “dramática”, e prometeu recorrer a instâncias internacionais e norte-americanas para tentar reverter os prejuízos. Segundo ele, um plano de contingência será lançado “nos próximos dias” com foco em proteger a indústria nacional, os empregos e o agronegócio.

Apesar do discurso sobre “aproximação” com os Estados Unidos, Haddad ressaltou que o Brasil não deve ser “apêndice de nenhuma outra economia”, mencionando a União Europeia, China e os próprios EUA.

A postura do governo Lula vem sendo criticada por empresários e parlamentares da oposição, que consideram passiva a condução da crise comercial com Washington e cobram respostas mais firmes para proteger setores estratégicos da economia brasileira.

Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil

Entre em contato conosco pelo whatsappp

logo

Site dedicado a informar com agilidade e responsabilidade, trazendo os principais acontecimentos locais, regionais e nacionais.

Siga

Rede Comunica Brasil © Copyright 2025

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.