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Hotel do Crime: líderes do BDM viviam com luxo em cela especial na Penitenciária Lemos Brito

Hotel do Crime: líderes do BDM viviam com luxo em cela especial na Penitenciária Lemos Brito

Regalias incluem uísque importado, móveis planejados e banheiro privativo; líder da facção fugiu dias após ser transferido para unidade sucateada

Por: Redação

21/07/2025 às 08:10

Imagem de Hotel do Crime: líderes do BDM viviam com luxo em cela especial na Penitenciária Lemos Brito

Foto: Reprodução

Enquanto a maioria dos detentos brasileiros enfrenta superlotação, precariedade e condições insalubres, uma elite do crime vivia com luxo e conforto dentro da Penitenciária Lemos Brito (PLB), em Salvador. Investigações da Polícia Civil revelaram que líderes da facção Bonde do Maluco (BDM) transformaram o Módulo V da unidade em uma espécie de “hotel penitenciário”, com direito a uísque de luxo, perfumes importados, móveis planejados, camas de madeira, ventiladores, televisão e até banheiro privativo.

As imagens obtidas pelo jornal Correio, incluídas no inquérito policial, mostram que os criminosos desfrutavam de regalias raramente vistas fora do sistema prisional, quanto mais dentro. O cenário inclui garrafa de Chivas Royal Salute 21 anos (avaliada em cerca de R$ 850), colchões confortáveis, espelhos (itens proibidos por segurança), e um ambiente completamente diferente do restante da penitenciária, marcada pela superlotação: são 1.427 presos em uma unidade projetada para 878.

As mordomias foram descobertas em outubro de 2023, após a fuga de sete presos – entre eles o traficante Fábio Souza dos Santos, conhecido como “Geleia”, uma das lideranças do BDM. Ele havia sido transferido dias antes da fuga do Conjunto Penal Masculino de Salvador (CPMS), uma unidade de segurança máxima, para a PLB — que opera em condições visivelmente mais frágeis. A transferência foi autorizada “por determinação da Superintendência de Gestão Prisional (SGP)”.

Geleia, que hoje figura no baralho do crime da Secretaria de Segurança Pública como o Oito de Ouros, é apontado como um dos responsáveis pela execução do policial civil Luiz Alberto dos Santos, morto a tiros em 2017, em Salvador.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirma ter restaurado os padrões legais após a vistoria, mas a revelação das imagens e das condições escancarou uma realidade preocupante: criminosos de alta periculosidade gozando de privilégios incomuns e fuga facilitada, em um sistema que deveria garantir segurança, punição e justiça. O então secretário da pasta, José Antônio Maia, alegou desconhecimento das regalias, apesar de as movimentações e transferências de presos serem registradas internamente.

A população, que paga por esse sistema com impostos, assiste a mais um capítulo de impunidade e ineficiência, onde líderes de facções são tratados com mordomias que não condizem com a gravidade dos crimes cometidos nem com o princípio da isonomia penal. A impunidade, somada à conivência ou negligência administrativa, fragiliza ainda mais a confiança no sistema prisional e na segurança pública do país.

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