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Hugo Motta exonera duas servidoras por acúmulo de funções e atuação remota fora da Câmara
Hugo Motta exonera duas servidoras por acúmulo de funções e atuação remota fora da Câmara
Decisão visa conter desgaste político, segundo assessores
Por: Redação
16/07/2025 às 10:16
● Atualizado em 16/07/2025 às 18:18

Foto: Lula Marques
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), exonerou duas servidoras de seu gabinete que, embora contratadas como secretárias parlamentares, atuavam remotamente enquanto mantinham outros vínculos empregatícios. A decisão, tomada nesta terça-feira (15), atinge Gabriela Pagidis e Monique Magno, ambas nomeadas para o gabinete individual de Motta desde 2024.
A exoneração ocorreu após reportagem do portal Congresso em Foco revelar casos de acúmulo de funções em gabinetes parlamentares. Embora os nomes não tenham sido citados originalmente, a apuração posterior confirmou a identidade das funcionárias.
Acúmulo de cargos e salários públicos
Monique Magno, assistente social concursada da prefeitura de João Pessoa, acumulava o cargo comissionado na Câmara com o posto público municipal, atuando simultaneamente em duas cidades distintas — o que, embora não necessariamente ilegal, levanta dúvidas sobre compatibilidade de horários e efetiva dedicação.
Já Gabriela Pagidis, residente em Brasília, conciliava a função no gabinete com um emprego na iniciativa privada, enquanto recebia R$ 8,5 mil líquidos, além de R$ 1,7 mil em auxílios da Câmara. Monique, por sua vez, recebia R$ 1,6 mil líquidos e outros R$ 1,8 mil em auxílios.
Motivação política da decisão
Segundo interlocutores próximos a Hugo Motta, embora a prática não configure irregularidade formal, a decisão de demitir as servidoras foi tomada para “evitar especulações” e conter possíveis desgastes públicos ou ataques de adversários políticos. O próprio Motta vem sendo alvo de crescente exposição midiática, após revelações sobre uso de recursos públicos para voos de jatinho e viagens particulares.
A pandemia de Covid-19 flexibilizou o regime de trabalho no Legislativo, permitindo o expediente remoto sem controle de ponto presencial. No entanto, o caso reacende o debate sobre os limites e a fiscalização do modelo, especialmente quando envolve cargos comissionados custeados pelos cofres públicos.
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