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Hugo Motta nega flexibilização para Eduardo Bolsonaro exercer mandato dos EUA
Hugo Motta nega flexibilização para Eduardo Bolsonaro exercer mandato dos EUA
Presidente da Câmara diz que regimento não permite participação remota e classifica ausência como “escolha política” do deputado
Por: Redação
08/08/2025 às 07:25

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (7) que não pretende alterar o regimento interno da Casa para permitir que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) exerça seu mandato à distância, direto dos Estados Unidos, onde reside atualmente com a família.
“Não há previsibilidade para o exercício do mandato à distância pelo nosso regimento. Isso seria uma excepcionalidade, o que não se justifica para o momento”, declarou Motta em entrevista ao portal Metrópoles. O parlamentar destacou que a situação envolve um “problema político-jurídico” e que Eduardo fez uma “escolha política” ao permanecer no exterior, defendendo teses que lhe são caras.
Faltas e risco de cassação
A licença oficial de Eduardo Bolsonaro se encerrou em 20 de julho. Desde então, suas ausências passaram a ser registradas como faltas. O regimento da Câmara prevê perda de mandato caso o parlamentar falte a mais de um terço das sessões.
Eduardo, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deixou o país alegando perseguição política. Desde que se instalou nos EUA, ele tem articulado sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, responsável por ações que envolvem a cúpula do antigo governo e que já resultaram em prisões e medidas cautelares contra aliados.
Tensão entre os Poderes
Motta também comentou as declarações feitas por Eduardo a integrantes do Congresso, incluindo o próprio presidente da Câmara e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O deputado teria sinalizado que ambos poderiam sofrer sanções internacionais, caso não avancem com pautas como a anistia a Bolsonaro e o impeachment de Moraes.
“Estou cumprindo o regimento, cumprindo a nossa Constituição e buscando dar a institucionalidade e a força que a Câmara dos Deputados precisa para decidir sobre tantos temas neste momento”, disse Motta, evitando confronto direto, mas deixando claro que não pretende ceder a pressões externas.
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