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Ibovespa fecha em alta e dólar fica estável após inflação dos EUA abaixo do esperado
Ibovespa fecha em alta e dólar fica estável após inflação dos EUA abaixo do esperado
Dados do CPI norte-americano reforçam expectativa de política monetária menos restritiva; BC eleva projeção de crescimento do PIB brasileiro
Por: Redação
18/12/2025 às 19:52

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou esta quinta-feira (18) aos 157.923,34 pontos, com alta de 0,38%, refletindo o alívio dos investidores diante de dados de inflação mais favoráveis nos Estados Unidos. Já o dólar comercial fechou praticamente estável, cotado a R$ 5,523, com variação positiva de 0,01% no dia.
O movimento dos mercados foi influenciado principalmente pela divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos. A inflação ficou em 0,2% no acumulado dos meses de setembro a novembro, enquanto a taxa anualizada, encerrada em novembro, recuou para 2,7%, abaixo dos 3% registrados em setembro. O resultado surpreendeu positivamente o mercado, que projetava inflação anual de 3,1%.
A leitura mais branda da inflação reforçou a percepção de que o Federal Reserve (Fed) pode adotar uma postura menos agressiva na condução dos juros, o que tende a favorecer ativos de risco em mercados emergentes, como o Brasil.
No cenário doméstico, o Banco Central divulgou o Relatório de Política Monetária do 4º trimestre de 2025, trazendo ajustes relevantes nas projeções macroeconômicas. A autoridade monetária elevou a estimativa de crescimento do PIB brasileiro de 2,0% para 2,3%.
Ao mesmo tempo, o BC reduziu a projeção de inflação para o 1º trimestre de 2026, passando de 4,0% para 3,6%. As estimativas consideram as expectativas do mercado financeiro para a taxa Selic e para o câmbio, indicando um ambiente de inflação menos pressionada no curto prazo.
No campo político-fiscal, o Congresso Nacional adiou a votação do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 para esta sexta-feira (19). A análise estava prevista inicialmente para esta quinta-feira.
Caso o Orçamento não seja aprovado ainda nesta legislatura, o Poder Executivo ficará autorizado a executar apenas 1/12 do orçamento por mês, o chamado regime de duodécimos, o que limita a capacidade de planejamento e execução de políticas públicas no início de 2026 — um ponto que gera preocupação no mercado quanto à previsibilidade fiscal.
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