Impasse no Congresso leva EUA a novo shutdown
Paralisação parcial afasta 750 mil funcionários; republicanos acusam democratas de obstrução para manter subsídios do Obamacare
Por: Redação
01/10/2025 às 08:05

Foto: Suzy Brooks/Unsplash
Os Estados Unidos entraram em shutdown nesta quarta-feira (1º), após republicanos e democratas não chegarem a um acordo sobre o orçamento antes do fim do ano fiscal. Sem consenso, diversos serviços não essenciais foram paralisados, afetando cerca de 750 mil funcionários públicos, que ficam temporariamente afastados e sem remuneração.
Serviços considerados básicos, como forças de segurança, Exército, aeroportos e programas de seguridade social, continuam em funcionamento, embora seus servidores só recebam salários quando houver aprovação de um novo orçamento.
Bloqueio no Senado
O pacote republicano, que manteria o governo totalmente operacional por mais sete semanas, precisava de 60 votos para ser aprovado, o que exigia apoio de pelo menos sete democratas no Senado. Até a noite de terça-feira, apenas dois votos haviam sido conquistados.
Os democratas também não conseguiram viabilizar sua proposta, que ampliava verbas para a saúde. O texto foi rejeitado na Câmara Alta, onde precisavam de 13 votos republicanos.
Disputa política
A oposição democrata condicionou apoio ao pacote republicano à renovação dos subsídios do Obamacare, que expiram este ano, e à revogação de cortes na saúde aprovados dentro da reforma tributária do presidente Donald Trump. Os republicanos, no entanto, defendem que esses pontos só sejam negociados após a aprovação do plano fiscal.
Na véspera da paralisação, Trump advertiu que poderia promover novas demissões em massa e cortar programas apoiados pela oposição caso o impasse persista. Até o início do shutdown, o presidente ainda não havia se pronunciado oficialmente.
Agora, a questão central é o tempo de duração do bloqueio legislativo. Enquanto os serviços essenciais seguem ativos, cresce a pressão política sobre o Congresso para resolver o impasse e evitar impactos mais graves na economia e no cotidiano dos americanos.
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