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Indicado de Lula ao STF enfrenta primeiro teste político e pode ser convocado por CPMI do INSS
Indicado de Lula ao STF enfrenta primeiro teste político e pode ser convocado por CPMI do INSS
Bancada de Alcolumbre deve votar pela convocação de Jorge Messias, sinalizando resistência à aprovação do nome no Senado
Por: Redação
27/11/2025 às 09:18

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O indicado de Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União Jorge Messias, terá nesta quinta-feira seu primeiro teste público antes da sabatina no Senado. A CPMI do INSS colocará em votação um requerimento para convocá-lo a prestar depoimento, em uma iniciativa que pode expor fragilidades políticas de sua candidatura e medir a disposição dos senadores em dificultar sua indicação ao STF.
Todas as atenções estão voltadas para o comportamento da chamada “bancada de Davi Alcolumbre”, grupo de parlamentares alinhados ao presidente do Senado, que tem adotado postura crítica em relação ao Planalto nas últimas semanas.
A expectativa, segundo interlocutores do Congresso, é que votem majoritariamente a favor da convocação — sinal claro de que Messias enfrentará forte resistência para avançar na Casa. Ser chamado por uma CPMI significaria colocá-lo diante de um colegiado disposto a desgastá-lo politicamente, especialmente porque o requerimento pede que explique por que não teria tomado providências sobre o esquema que desviou recursos de aposentados do INSS, o que ele nega.
As investigações, inclusive, começaram no próprio governo Lula, por meio de uma força-tarefa formada pela CGU, AGU e Polícia Federal.
Outro ponto de tensão é a posição da bancada evangélica, que deve indicar nesta votação para onde penderá seu apoio final. Embora Messias conte com alguns votos entre parlamentares religiosos, o grupo tem reforçado que sua indicação não guarda qualquer semelhança com a de André Mendonça — apresentado por Jair Bolsonaro como “terrivelmente evangélico” — e que não pretende tratá-lo como representante da igreja.
Senadores evangélicos também têm circulado em grupos de WhatsApp reportagens que destacam pareceres da AGU, durante sua gestão, favoráveis à interrupção da gravidez até a 22ª semana.
Messias afirma ser pessoalmente contrário ao aborto, mas destaca que a AGU tem responsabilidade institucional de defender a legislação vigente, não preferências individuais.
Enquanto Lula se prepara para “entrar em campo” e tentar reverter resistências, a votação desta quinta-feira funciona como termômetro do clima no Senado. A leitura majoritária é que, se Messias for convocado à CPMI, sua aprovação no STF deixará de ser apenas difícil e passará a exigir uma articulação pesada, com concessões políticas que o Planalto talvez ainda não tenha oferecido — especialmente a Davi Alcolumbre, que segue mantendo seu silêncio estratégico sobre o assunto.
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