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Indicado por Lula ao STF, Jorge Messias intensifica peregrinação no Senado após cancelamento de sabatina
Indicado por Lula ao STF, Jorge Messias intensifica peregrinação no Senado após cancelamento de sabatina
AGU tenta reverter desgaste político e contornar resistência de Alcolumbre, que barrou avanço da indicação em meio a atritos com o governo
Por: Redação
03/12/2025 às 21:16

Foto: Divulgação/Bancada Feminina
O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), retomou nesta quarta-feira (3) sua rodada de visitas ao Senado para tentar consolidar apoio antes da sabatina — que, por ora, permanece suspensa.
Messias se reuniu com representantes da bancada feminina, incluindo as senadoras Dra. Eudócia (PL-AL), Augusta Brito (PT-CE), Zenaide Maia (PSD-RN), Teresa Leitão (PT-PE), Jussara Lima (PSD-PI), Eliziane Gama (PSD-MA), Ivete da Silveira (MDB-SC), Ana Paula Lobato (PSB-MA), Leila Barros (PSB-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF). O encontro faz parte do esforço do indicado para ampliar sua base de sustentação política.
Mais cedo, Messias conversou com o senador Rogério Carvalho (PT-SE) e ainda deve se encontrar com Humberto Costa (PT-PE).
A movimentação ocorre menos de 24 horas depois de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cancelar a sabatina que estava marcada para o dia 10. Alcolumbre justificou a decisão alegando que o Palácio do Planalto não havia enviado formalmente a mensagem presidencial com a indicação.
Nos bastidores, porém, o cancelamento é interpretado como reação direta ao desgaste entre o governo e o Senado, alimentado por uma série de divergências. A mais sensível delas é o fato de Lula ter anunciado o nome de Messias no feriado de 20 de novembro, sem consultar previamente a cúpula do Senado — gesto visto como atropelo institucional.
Alcolumbre, influente articulador no Congresso, tinha outro nome de preferência para o STF: o do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O episódio agravou o clima político e expôs fragilidades na relação do Planalto com o Legislativo.
Agora, cresce a preocupação sobre o prazo indefinido para remarcar a sabatina. Sem calendário fixado, interlocutores temem que a indicação possa ficar paralisada por tempo indeterminado, como já ocorreu em outras nomeações para a Corte — cenário que colocaria o governo Lula em posição ainda mais delicada.
O Planalto tenta, nos bastidores, diminuir tensões e reconstruir pontes com Alcolumbre, cuja atuação é considerada crucial para votações estratégicas no Senado. Até o momento, porém, o impasse segue sem solução clara.
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