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Investigado na “Farra do INSS” celebrou sucesso financeiro em culto: “Vi a mão de Deus”
Investigado na “Farra do INSS” celebrou sucesso financeiro em culto: “Vi a mão de Deus”
Empresário Felipe Macedo Gomes, alvo da PF, relatou em igreja de Alphaville aumento de receita após acordo com o INSS que resultou em fraudes contra aposentados
Por: Redação
06/10/2025 às 10:35

Foto: Reprodução/Youtube
O empresário Felipe Macedo Gomes, investigado pela Polícia Federal na operação que desvendou o esquema conhecido como “Farra do INSS”, celebrou o sucesso de seus negócios durante um culto evangélico realizado em junho de 2024 na igreja Sete Church, em Alphaville (SP). O evento, revelado pelo Metrópoles, ocorreu meses antes da deflagração da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos irregulares sobre aposentadorias do INSS.
Durante o testemunho, Felipe contou que o crescimento de sua empresa começou logo após ele passar a “dizimar”. Segundo o empresário, a “mão de Deus” teria se manifestado justamente no período em que sua entidade, a Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), firmou acordo com o INSS em 2022, o que permitiu descontos automáticos nas aposentadorias de beneficiários.
“Dois meses depois daquele contrato, tive um aumento de 25% da minha receita. Eu vi a mão de Deus”, disse o empresário, acrescentando que o sucesso seria fruto da fé e do pagamento do dízimo.
De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), a Amar Brasil faturou R$ 143,2 milhões entre 2022 e junho de 2024 com os descontos aplicados sobre aposentadorias. A empresa é apontada pela PF como uma das principais beneficiadas pelo esquema que levou à queda do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
No mesmo culto, Felipe citou os sócios Américo Monte e Anderson Cordeiro, também investigados, afirmando que o trio mantinha “orações de madrugada” pelos negócios.
“A gente não murmurava, a gente dobrava o joelho. Assim que recebíamos os recursos, fazíamos o dízimo e ligávamos para o apóstolo orar”, contou.
As investigações da PF apontam que Gomes, Monte e Cordeiro são sócios de Igor Delecrode, dono de uma empresa que teria fraudado a biometria de aposentados para permitir as cobranças indevidas. Juntos, eles controlavam quatro entidades envolvidas na “Farra do INSS” e levavam uma vida de luxo, com imóveis e carros de alto padrão
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