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Investigado na “Farra do INSS” comprou R$ 13,2 milhões em imóveis em apenas 13 meses
Investigado na “Farra do INSS” comprou R$ 13,2 milhões em imóveis em apenas 13 meses
Américo Monte Júnior, apontado como um dos “jovens ricaços” do esquema, adquiriu casas e terrenos de luxo enquanto grupo desviava centenas de milhões de aposentados
Por: Redação
28/11/2025 às 07:14

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Um dos principais suspeitos da chamada “Farra do INSS”, o empresário Américo Monte Júnior, realizou a compra de R$ 13,2 milhões em imóveis em apenas 13 meses, segundo dados da Receita Federal enviados à CPMI do INSS. As aquisições foram feitas por meio da empresa Inovare Empreendimentos, que pertence ao investigado. Todas as propriedades estão localizadas no estado de São Paulo, em cidades como Campos do Jordão, Santana de Parnaíba, Atibaia, Guarulhos e na capital paulista.
Américo, de 46 anos, integra o grupo apelidado de “jovens ricaços”, composto ainda por Igor Dias Delecrode (28), Felipe Macedo Gomes (35) e Anderson Cordeiro (38). Segundo as investigações, o quarteto controla entidades usadas como fachadas para desviar recursos de aposentadorias de segurados do INSS. Entre essas entidades estão a Amar Brasil Clube de Benefícios, que faturou R$ 324 milhões; a Master Prev, com R$ 232 milhões; a ANDAPP, com R$ 94 milhões; e a AASAP, com R$ 63 milhões — somando valores milionários retirados de benefícios previdenciários.
Entre os bens adquiridos por Américo estão um terreno de R$ 2,8 milhões em Santana de Parnaíba, comprado à vista em fevereiro de 2024, e um apartamento de R$ 1,68 milhão no bairro de Santana, em São Paulo, com 222 metros quadrados e quatro vagas de garagem. Mas o imóvel mais caro da lista é uma casa de luxo em Campos do Jordão, localizada na Rua Lasar Segal, na Vila Inglesa, comprada em fevereiro deste ano por R$ 3,1 milhões.
O relatório sigiloso da Receita Federal revela ainda que a Inovare movimentou mais de R$ 21 milhões apenas nos seis primeiros meses de 2025, evidenciando a dimensão financeira do esquema. A coluna também mostrou que Américo chegou a fazer um Pix de R$ 124 mil para uma igreja evangélica em Barueri, operação que está sendo investigada como possível lavagem de dinheiro.
Com o avanço das investigações na CPMI, o patrimônio acumulado pelo grupo e o volume extraordinário de recursos desviados do INSS pressionam por medidas mais duras contra os envolvidos. As autoridades já classificam o caso como um dos maiores escândalos de falsos descontos e apropriação ilegal de aposentadorias da história recente do país.
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