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Irmãos Batista miram expansão no setor energético da Venezuela após queda de Maduro
Irmãos Batista miram expansão no setor energético da Venezuela após queda de Maduro
Grupo da família avalia oportunidades em petróleo, mineração e infraestrutura elétrica em meio à transição política no país e à cautela de empresas estrangeiras
Por: Redação
19/01/2026 às 08:27

Foto: Tuane Fernandes, Andre Coelho
Os empresários Joesley Batista e Wesley Batista passaram a acompanhar de perto a possibilidade de expandir sua atuação no setor energético da Venezuela, impulsionados pelas mudanças políticas recentes no país e pelo potencial de suas reservas petrolíferas. A movimentação ocorre após o afastamento de Nicolás Maduro, no início deste mês, e em meio a um cenário de reorganização institucional ainda incerto.
Segundo informações publicadas pela Revista Oeste, o grupo empresarial da família Batista mantém ligação indireta com o projeto Petrolera Roraima, por meio de um parceiro comercial. O empreendimento envolve campos que anteriormente pertenciam à ConocoPhillips e concentra interesse devido às reservas estimadas em cerca de 1 bilhão de barris de petróleo.
Em nota, a holding J&F afirmou não possuir ativos diretos na Venezuela, mas deixou claro que acompanha atentamente os desdobramentos. “Uma vez estabelecido um cenário de estabilidade institucional e segurança jurídica, estaremos prontos para avaliar investimentos”, informou a empresa.
A cautela se explica, em parte, pelas sanções impostas pelos Estados Unidos ao país sul-americano. A família Batista mantém negócios relevantes em território americano, como a Pilgrim’s Pride, o que torna qualquer movimento na Venezuela sensível do ponto de vista geopolítico.
No novo contexto político, Joesley Batista passou a ser visto como um interlocutor relevante. Ele esteve recentemente em Caracas para conversar com a presidente interina Delcy Rodríguez, reforçando a percepção de que o grupo busca se posicionar de forma antecipada no processo de reconstrução do setor energético venezuelano.
Os vínculos da família com o país não são recentes. Desde meados dos anos 2000, os Batista mantêm relações comerciais com governos venezuelanos. Um dos episódios mais emblemáticos foi a assinatura de um contrato de US$ 2,1 bilhões para fornecimento de carne e frango durante a crise alimentar, acordo intermediado por figuras centrais do chavismo.
Atualmente, a estatal PDVSA detém 51% da Petrolera Roraima, enquanto 49% pertencem à empresa A&B Investments, ligada a aliados do grupo Batista. Após a entrada do novo operador, a produção chegou a 32 mil barris diários em 2025, mas recuou com o endurecimento das restrições americanas às exportações de petróleo.
Além do petróleo, fontes ouvidas pela reportagem indicam que os irmãos Batista também analisam oportunidades nos setores de mineração e infraestrutura elétrica, apostando em um eventual cenário pós-Maduro mais aberto ao capital privado.
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