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Israel declara fim de fase contra Irã e promete intensificar ofensiva contra Hamas
Israel declara fim de fase contra Irã e promete intensificar ofensiva contra Hamas
Apesar do cessar-fogo técnico com Teerã, a prioridade de Tel Aviv volta a ser o “colapso do regime do Hamas” na Faixa de Gaza
Por: Redação
24/06/2025 às 15:32

Foto: Divulgação
O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, general Eyal Zamir, afirmou nesta terça-feira (25) que a campanha militar direta contra o Irã foi encerrada com êxito parcial, mas advertiu que a guerra está longe de terminar. Segundo Zamir, os ataques das últimas duas semanas adiaram significativamente os programas nucleares e de mísseis do regime teocrático, mas não os eliminaram. “Adiamos o projeto nuclear do Irã em anos, bem como seu projeto de mísseis. Mas a campanha não acabou”, declarou o militar em encontro com o alto comando israelense.
Apesar do cessar-fogo técnico com Teerã, a prioridade de Tel Aviv volta a ser o “colapso do regime do Hamas” na Faixa de Gaza. Zamir enfatizou que o foco agora é a libertação dos reféns e a derrocada da estrutura terrorista apoiada pelo Irã. O conflito, iniciado após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 — que matou 1.200 israelenses e sequestrou 255 pessoas —, já deixou mais de 56 mil mortos na região de Gaza, segundo números do grupo palestino. Israel contesta esses dados, afirmando que há manipulação e que metade das vítimas seriam combatentes.
Enquanto o premiê Benjamin Netanyahu tenta manter o apoio interno após a ofensiva aérea contra instalações nucleares iranianas, ele enfrenta pressões crescentes por uma resolução definitiva em Gaza. Cerca de 50 reféns ainda estão em poder do Hamas, 28 deles já dados como mortos. O bloqueio humanitário imposto por Israel ao território palestino, sob a justificativa de evitar desvio de recursos pelo Hamas, gerou críticas da ONU diante da grave crise alimentar enfrentada por cerca de 2 milhões de civis. A escalada militar, vista por setores da direita como uma “vitória estratégica”, também tem sido usada por críticos para apontar que Netanyahu estaria usando o conflito para se proteger politicamente de acusações de corrupção que pesam contra ele na Justiça israelense.
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