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Itamaraty pede mais de R$ 70 milhões extras para cobrir despesas e evitar calote no exterior
Itamaraty pede mais de R$ 70 milhões extras para cobrir despesas e evitar calote no exterior
Com orçamento comprometido, ministério solicita reforço financeiro ao Ministério da Fazenda para quitar compromissos de outubro, incluindo aluguéis de embaixadas e residências oficiais
Por: Redação
06/10/2025 às 10:10

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) pediu um crédito adicional de R$ 72 milhões ao Ministério da Fazenda para conseguir fechar as contas do mês de outubro. O valor é necessário para cobrir despesas básicas de funcionamento, tanto no Brasil quanto no exterior, e evitar atrasos em pagamentos a fornecedores e representações diplomáticas.
O pedido foi formalizado em ofício enviado na última quinta-feira (2), no qual a pasta alerta que o valor liberado em setembro — R$ 168 milhões — é insuficiente para arcar com os R$ 240 milhões em compromissos previstos para este mês. O déficit de R$ 72 milhões inclui, entre outras despesas, R$ 35 milhões destinados ao pagamento de aluguéis de chancelarias e residências oficiais no exterior, segundo informações publicadas pela Revista Oeste.
Com o aumento de custos em dólar e o orçamento apertado, o Itamaraty enfrenta dificuldades para manter suas representações diplomáticas em funcionamento. O pedido de reforço orçamentário busca evitar novos atrasos em pagamentos de pessoal local, energia e serviços consulares — problemas que já haviam sido registrados em outras missões brasileiras, como em Paris e Maputo, no início do ano.
Internamente, diplomatas apontam que o impasse é resultado da falta de recomposição orçamentária após sucessivos cortes no ministério. Desde 2015, o Itamaraty perdeu cerca de 40% da verba discricionária, o que tem comprometido o funcionamento de postos e a realização de eventos internacionais.
O governo ainda não confirmou se atenderá ao pedido. A expectativa é que o Ministério da Fazenda autorize a liberação emergencial dos recursos nos próximos dias, para evitar repercussões diplomáticas em meio a crescentes críticas à condução da política externa brasileira sob o governo Lula.
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