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Janja usa avião da FAB para ir ao ginecologista e reacende críticas sobre privilégios no governo

Janja usa avião da FAB para ir ao ginecologista e reacende críticas sobre privilégios no governo

O episódio gerou forte repercussão negativa

Por: Redação

30/06/2025 às 15:35

Imagem de Janja usa avião da FAB para ir ao ginecologista e reacende críticas sobre privilégios no governo

Foto: Fernando Bizerra/EFE

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, voltou ao centro das polêmicas neste fim de semana ao utilizar uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para se deslocar de Brasília a São Paulo, com a justificativa de comparecer a uma consulta ginecológica. O episódio gerou forte repercussão negativa e levantou críticas sobre o uso de recursos públicos e a banalização de estruturas oficiais por figuras do alto escalão do governo.

Janja viajou em um voo requisitado para o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e teria ocupado uma vaga disponível, o que tecnicamente não implicaria em custo adicional. No entanto, o uso da estrutura da FAB para fins particulares, mesmo dentro da legalidade, foi considerado por opositores e parte da opinião pública como um ato de privilégio e insensibilidade com o momento econômico enfrentado pelo país.

A viagem, realizada na sexta-feira, partiu de Brasília e teve como destino o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Além de Janja, também estavam a bordo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e sua esposa. A justificativa apresentada pela equipe da primeira-dama foi a realização de uma consulta médica, o que não convenceu críticos do governo.

Parlamentares da oposição acusaram o governo de abusar da estrutura pública para finalidades pessoais e cobraram explicações mais detalhadas. “Enquanto o povo paga caro pela passagem de ônibus, a primeira-dama usa avião da FAB para consulta particular”, declarou um deputado federal em nota à imprensa.

Para analistas políticos, o caso agrava a imagem de desconexão entre o Palácio do Planalto e as dificuldades enfrentadas pela população. Mesmo que o uso da vaga esteja tecnicamente dentro da norma, o gesto foi visto como símbolo de um governo que prega austeridade, mas não abre mão de regalias quando se trata de seus integrantes.

A ausência de uma agenda oficial que justificasse a presença da primeira-dama no voo reforçou a percepção de desvio de finalidade. Além disso, a falta de transparência sobre os critérios usados para autorizar sua inclusão na comitiva gerou ainda mais questionamentos.

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