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Jaques Wagner confirma indicação de Ricardo Lewandowski ao Banco Master

Jaques Wagner confirma indicação de Ricardo Lewandowski ao Banco Master

Líder do governo no Senado afirma que sugeriu ex-ministro do STF como consultor jurídico do banco

Por: Redação

26/01/2026 às 21:37

Imagem de Jaques Wagner confirma indicação de Ricardo Lewandowski ao Banco Master

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), confirmou que indicou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski para atuar como consultor jurídico do Banco Master. O contrato, no valor de R$ 250 mil por mês, permaneceu em vigor por quase dois anos depois de Lewandowski assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Wagner afirmou que “foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski”. Questionada sobre quem teria feito a consulta, a assessoria do senador informou apenas que o contato partiu da direção do Banco Master, sem especificar o nome do interlocutor.

Na mesma manifestação, Wagner reiterou que não participou da indicação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega ao banco. No caso de Mantega, o contrato teria alcançado cerca de R$ 1 milhão por mês, com a missão de auxiliar na tentativa de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB) — operação que acabou vetada pelo Banco Central.

Embora Wagner não tenha identificado quem o procurou no banco, sua principal interlocução com o Master era com o economista Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do controlador Daniel Vorcaro e ex-CEO da instituição. Lima é baiano e mantém relação política antiga no Estado.

Foi Augusto Lima quem criou, em 2018, o cartão Credcesta, produto de crédito consignado voltado a servidores públicos. O negócio ganhou escala durante gestões do PT na Bahia — partido que governa o Estado desde 2007, quando o próprio Jaques Wagner assumiu o cargo de governador.

O contrato entre o Banco Master e o escritório Lewandowski Advogados foi assinado em 28 de agosto de 2023 e os pagamentos seguiram até setembro de 2025. Nesse período, Lewandowski já estava há 21 meses à frente do Ministério da Justiça. No total, o acordo rendeu cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório da família, sendo R$ 5,25 milhões pagos após a entrada do ex-ministro no governo.

Ao assumir a pasta, Lewandowski deixou formalmente a sociedade de advogados, com saída registrada em 17 de janeiro de 2024. Desde então, o escritório passou a ser administrado por seus filhos, Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski.

Segundo o contrato, o objeto era a “prestação de serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico” ao Banco Master.

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