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Jerônimo diz que Bahia tem “um dos sistemas prisionais mais eficientes do Brasil” após três fugas em sete meses
Jerônimo diz que Bahia tem “um dos sistemas prisionais mais eficientes do Brasil” após três fugas em sete meses
Presídios enfrentam superlotação e casos de fuga seguem sob investigação
Por: Redação
29/07/2025 às 00:00

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Apesar de ao menos três fugas registradas em sete meses, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que o estado possui “um dos sistemas prisionais mais eficientes do Brasil”. A declaração foi dada nesta segunda-feira (28), durante entrevista ao programa Boa Noite, Bahia, da rádio Bahia FM.
A fala ocorreu ao ser questionado sobre a fuga em massa ocorrida no presídio de Eunápolis, em dezembro de 2024, quando 16 detentos escaparam. Apenas um foi recapturado — e morto pela polícia — enquanto os outros 15 seguem foragidos. Outras duas fugas foram registradas em Teixeira de Freitas (com quatro fugitivos) e em Feira de Santana (com três detentos que escaparam).
Mesmo diante do cenário, Jerônimo exaltou o programa Bahia Pela Paz e o uso do sistema de reconhecimento facial da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). “Esse serviço aponta para nós que temos, por mais que um caso ou outro tenha acontecido, um sistema prisional que é um dos mais eficientes do Brasil, pela quantidade de pessoas dentro dos presídios”, afirmou o governador.
Segundo ele, o sistema de câmeras com reconhecimento facial já possibilitou a prisão de quase 1.300 pessoas foragidas apenas em 2025.
A fuga em Eunápolis levou ao afastamento da direção da unidade prisional. A ex-diretora é investigada por possível envolvimento com a facção criminosa que atua na região. Jerônimo disse confiar no secretário de Administração Penitenciária, José Castro, e que aguarda uma proposta para construção de um novo presídio no estado ainda neste mês.
A Bahia possui uma população carcerária de 15.305 presos para uma capacidade de 10.828, de acordo com dados da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). A superlotação é recorrente em diversas unidades.
Sobre os índices de violência revelados no Anuário de Segurança Pública, Jerônimo apontou o combate às facções criminosas como o principal desafio do estado. “A Bahia não produz fuzis. De onde vêm? Temos agora 4 mil PMs sendo capacitados, estamos entregando delegacias, viaturas, fazendo a nossa parte”, declarou. A publicação mostra que ao menos cinco municípios baianos estão entre os dez com maior taxa de mortes violentas no país.
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