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Jerônimo Rodrigues pede novo empréstimo de R$ 300 milhões e já soma R$ 25,3 bilhões em endividamento
Jerônimo Rodrigues pede novo empréstimo de R$ 300 milhões e já soma R$ 25,3 bilhões em endividamento
Em menos de três anos, governador do PT supera de longe Rui Costa e Jaques Wagner em solicitações de crédito e acende alerta sobre gestão das contas públicas
Por: Redação
18/11/2025 às 08:32

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) protocolou na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) mais um pedido de empréstimo — o 21º de sua gestão — desta vez no valor de R$ 300 milhões. A operação está prevista para ser contratada com a Caixa Econômica Federal e, segundo o governo, será destinada a ações de infraestrutura urbana, mobilidade, obras hídricas, vias, saúde e educação.
Com essa nova solicitação, Jerônimo eleva o montante total requerido pela atual gestão para impressionantes R$ 25,3 bilhões, consolidando o governo como o que mais pediu empréstimos na história recente da Bahia.
Nova rodada de endividamento após pedido bilionário
No início de novembro, o governo estadual já havia solicitado à Alba a autorização para um empréstimo de R$ 2 bilhões. Assim como no pedido mais recente, o recurso seria destinado a mobilidade urbana e interurbana, infraestrutura hídrica, viária e edificações públicas.
A sucessão de pedidos reforça críticas recorrentes à falta de planejamento e ao alto nível de dependência de crédito externo para manter as obras do Estado — muitas delas, inclusive, paralisadas ou atrasadas.
Jerônimo supera antecessores com larga vantagem
Levantamento do Correio mostra que, em menos de três anos de mandato, Jerônimo ultrapassou com folga todos os seus antecessores:
Jerônimo Rodrigues (PT)
- R$ 25,3 bilhões solicitados (21 pedidos)
Rui Costa (PT) – 2015 a 2022
- Autorizados: R$ 9,17 bilhões
- Efetivamente captados: R$ 6,99 bilhões
Jaques Wagner (PT) – 2007 a 2014
- Autorizados: R$ 17 bilhões
- Captados: R$ 14,6 bilhões
Paulo Souto – 2003 a 2006
- Captados: R$ 1,37 bilhão
Os números mostram que o atual governo petista acelera o ritmo de endividamento estadual em um patamar sem precedentes, enquanto serviços essenciais enfrentam gargalos, obras permanecem atrasadas e a Bahia segue entre os piores indicadores de segurança pública e infraestrutura do país.
Embora o governo afirme que os empréstimos financiam obras estruturantes, deputados de oposição apontam falta de transparência e cobram resultados proporcionais ao volume de crédito autorizado.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação de que o avanço acelerado da dívida pública comprometa a capacidade financeira da Bahia nos próximos anos.
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