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Joesley Batista viaja a Caracas e segue para os EUA para diálogo com governo Trump
Joesley Batista viaja a Caracas e segue para os EUA para diálogo com governo Trump
Por: Redação
14/01/2026 às 20:11

Foto: Divulgação
O empresário Joesley Batista, um dos controladores do grupo J&F, realizou nos últimos dias uma movimentação incomum no cenário político internacional. Ele esteve em Caracas, capital da Venezuela, e na sequência seguiu para Washington, onde pretende manter contatos com integrantes do governo do presidente norte-americano Donald Trump.
Na viagem à Venezuela, ocorrida na última sexta-feira, Batista se reuniu com Delcy Rodríguez, que exerce a presidência interina do país. O encontro foi tratado como reservado e teria abordado temas ligados à situação política venezuelana e a possíveis oportunidades de investimentos nas áreas de alimentos e energia — setores nos quais o conglomerado brasileiro possui forte atuação.
O deslocamento foi rápido. Joesley partiu dos Estados Unidos, passou algumas horas em Caracas e retornou a Washington no mesmo dia. A interlocutores, o empresário relatou ter encontrado um ambiente de relativa estabilidade institucional, apesar do cenário ainda marcado por incertezas após a recente prisão do ex-presidente Nicolás Maduro por autoridades norte-americanas.
Embora não possua função diplomática formal, Batista mantém relações empresariais relevantes tanto nos EUA quanto na América Latina, o que o coloca como um canal informal de diálogo. A JBS, principal empresa do grupo, tem presença expressiva no mercado americano e interesse estratégico em cadeias de produção que envolvem também a Venezuela.
Nos Estados Unidos, a expectativa é que o empresário compartilhe impressões colhidas em Caracas com representantes do governo Trump e com investidores. A agenda reforça o papel crescente de grandes grupos econômicos em articulações paralelas às vias diplomáticas tradicionais.
Até o momento, governos do Brasil, dos Estados Unidos e da Venezuela não comentaram oficialmente o teor das conversas. O episódio, contudo, evidencia como a crise venezuelana segue mobilizando atores privados e políticos em busca de canais que permitam alguma previsibilidade para negócios e para a própria transição no país vizinho.
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