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Jovem morto por leoa em zoológico da Paraíba vivia abandono, pobreza extrema e nunca recebeu tratamento médico adequado

Jovem morto por leoa em zoológico da Paraíba vivia abandono, pobreza extrema e nunca recebeu tratamento médico adequado

Gerson Machado, de 19 anos, sofria transtornos mentais ignorados pelo Estado e dizia sonhar em “domar leões” na África, revela conselheira tutelar

Por: Redação

01/12/2025 às 07:54

Imagem de Jovem morto por leoa em zoológico da Paraíba vivia abandono, pobreza extrema e nunca recebeu tratamento médico adequado

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O jovem Gerson de Melo Machado, 19 anos, morto após invadir o recinto de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa (PB), viveu uma trajetória marcada por abandono familiar, pobreza extrema e transtornos mentais jamais tratados adequadamente pelo poder público. As informações constam no relato da conselheira tutelar Verônica Oliveira, que acompanhou o caso desde que Gerson tinha 10 anos.

Segundo a conselheira Gerson era filho de mãe com esquizofrenia, e seus avós também sofriam da mesma doença. Desde a infância, ela solicitava laudos psiquiátricos, mas o Estado insistia em classificá-lo apenas como um “caso de problema comportamental”. “Será que alguém com problema comportamental entra na jaula do leão? Joga paralelepípedo no carro da polícia? Gerson precisava de tratamento, que não foi oferecido”, afirmou Verônica, em vídeo reproduzido no arquivo.

Gerson foi encontrado sozinho na beira de uma rodovia por agentes da PRF, ainda criança, e encaminhado ao Conselho Tutelar. “Foi uma criança que sofreu todo tipo de violação de direito”, lamentou a conselheira, acrescentando que o jovem vivia em situação de miséria e vulnerabilidade absoluta.

Apesar do histórico de sofrimento, Gerson alimentava um sonho fixo: viajar para a África e se tornar domador de leões. Verônica relata que o jovem tinha fascínio por felinos selvagens e demonstrava incapacidade de compreender os riscos reais. “Ele percebeu tarde demais que a leoa não era uma gata e que não conseguimos domá-la sem conhecimento. Mas ele não tinha juízo suficiente para isso.”

O ataque fatal foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais, mostrando o momento em que o jovem, já dentro do recinto, se agarra a uma árvore antes de ser alcançado pelo animal. O zoológico informou que Gerson escalou uma parede de mais de seis metros, ultrapassou grades, acessou uma árvore interna e só então invadiu a área da leoa. A Prefeitura de João Pessoa considera a hipótese de suicídio, dada a natureza extrema da invasão.

O parque foi fechado para investigação, e a leoa — chamada Leona — passa por avaliação veterinária. O documento registra ainda que, em nenhum momento, foi cogitada eutanásia do animal.

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