Justiça bloqueia Porsche de R$ 945 mil do patrão de ex-nora de Lula
Operação mira empresário que faturou milhões com contratos de educação
Por: Redação
14/11/2025 às 07:36

Foto: Reprodução
A Justiça Federal bloqueou quase R$ 2 milhões em veículos do empresário André Mariano Gonçalves, alvo central da Operação Coffee Break, deflagrada nesta quarta-feira (12). Entre os bens apreendidos está um Porsche 911 Carrera S avaliado em R$ 945 mil, além de uma frota de carros de luxo usados em negócios que agora são investigados por superfaturamento e tráfico de influência.
Mariano é dono da Life Tecnologia Educacional, empresa que recebeu centenas de milhões de reais de prefeituras do interior de São Paulo para fornecer materiais didáticos — parte deles bancados com verbas federais. A PF apura se houve superfaturamento nos contratos e se o empresário se valeu de acesso privilegiado a pessoas próximas ao governo Lula para obter vantagens no Ministério da Educação e no FNDE.
A operação também realizou buscas nas residências de Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, e de Kalil Bittar, ex-sócio de Luís Cláudio Lula da Silva (Lulinha). Ambos são descritos pela Justiça como figuras “com alegada influência no governo federal”, segundo decisão da juíza Raquel Coelho Dal Rio Silveira, da 1ª Vara Federal de Campinas.
Carros de luxo, “doações” suspeitas e lobby em Brasília
Além do Porsche, foram bloqueados:
- dois Hyundai HB20,
- uma BMW X4 xDrive 30i (R$ 412 mil),
- uma BMW X3 xDrive 30e (R$ 397 mil),
- e uma BMW 540i associada ao pagamento de lobby em Brasília.
Segundo a PF, essa última BMW teria sido “doada” por Mariano a Kalil Bittar como parte do pagamento por serviços de articulação com órgãos federais. O veículo foi comprado pela Life, usado por Bittar desde 2023 e, depois, transferido para uma empresa baiana, numa operação considerada suspeita pelos investigadores.
Ex-nora de Lula e ex-sócio de Lulinha sob suspeita de influência política
Carla Ariane, ex-nora de Lula, aparece na investigação por supostamente alegar ter influência em decisões do governo. Kalil Bittar, que já foi sócio de Lulinha, também é citado como operador de lobby para destravar contratos milionários.
As empresas ligadas a Mariano apresentaram crescimento explosivo: o capital social da Life aumentou 113 vezes em menos de dois anos, entre 2022 e 2024, sem que a empresa tivesse estrutura compatível — nem funcionários suficientes — para entregar a demanda assumida.
A PF agora investiga contratos firmados com as prefeituras de Sumaré, Hortolândia, Morungaba e Limeira, que juntas podem ter movimentado mais de R$ 111 milhões em aquisições de livros e materiais escolares.
A Coffee Break cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e prendeu cinco pessoas, entre elas o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB).
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