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Justiça manda soltar investigados por esquema bilionário de lavagem para o PCC

Justiça manda soltar investigados por esquema bilionário de lavagem para o PCC

Entre os beneficiados está brasileira sancionada pelos Estados Unidos por suposta ligação com a facção; apontado como líder financeiro segue foragido

Por: Redação

08/07/2026 às 07:00

Imagem de Justiça manda soltar investigados por esquema bilionário de lavagem para o PCC

Foto: Reprodução

A Justiça Federal de Santos determinou a soltura de 13 investigados presos durante a Operação Exchange, que apura um esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A organização criminosa é suspeita de movimentar cerca de R$ 10 bilhões por meio de empresas de fachada e operações com criptoativos.

Entre os beneficiados pela decisão está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada pelas autoridades como a primeira brasileira a sofrer sanções econômicas dos Estados Unidos por suposta ligação com o PCC.

O único investigado que permanecerá preso é Victor Henrique de Oliveira Shimada, considerado pela Polícia Federal um dos principais operadores do núcleo financeiro da facção. Foragido, ele teve a prisão temporária convertida em preventiva por decisão da 7ª Vara Federal Criminal de Santos.

 

Operação contou com apoio dos Estados Unidos

A Operação Exchange foi deflagrada dois dias após o governo norte-americano anunciar sanções contra pessoas e empresas investigadas por suposta atuação no esquema de lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, parte das provas foi obtida com apoio do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (Homeland Security), que compartilhou informações sobre movimentações financeiras relacionadas ao tráfico internacional de drogas.

As investigações apontam que o grupo utilizava empresas de fachada, operações com criptomoedas e depósitos fracionados para ocultar recursos provenientes do tráfico de entorpecentes.

 

PF aponta estrutura financeira ligada ao PCC

De acordo com a Polícia Federal, Victor Shimada comandava o núcleo financeiro da organização criminosa ao lado de familiares e outros investigados. Relatórios de inteligência financeira citam mais de 50 comunicações envolvendo o suspeito e identificam cerca de R$ 1,9 bilhão em movimentações atribuídas a uma empresa apontada como fachada para as operações do grupo.

A investigação também identifica operadores financeiros, advogados, contadores, especialistas em criptoativos e intermediários suspeitos de integrar a estrutura responsável por movimentar recursos da facção.

 

Defesa diz que analisará decisão

Em nota, o advogado Yuri Cruz, responsável pela defesa de Victor Shimada e Stella Stefanie, informou que analisará a decisão que manteve a prisão preventiva do investigado antes de adotar as medidas judiciais cabíveis para contestá-la.

A Justiça entendeu que não havia elementos suficientes para manter presos os demais investigados, motivo pelo qual autorizou a soltura do grupo.

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