Justiça mantém prisão de Daniel Vorcaro
Defesa nega tentativa de fuga e afirma que o empresário sempre colaborou; decisão cita prejuízo potencial de R$ 17 bilhões envolvendo operações com o BRB
Por: Redação
20/11/2025 às 13:17
● Atualizado em 21/11/2025 às 11:15

Foto: Divulgação
A Justiça Federal em Brasília decidiu manter a prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (20) pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Vorcaro havia sido preso pela Polícia Federal na segunda-feira (17) no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar em seu jatinho particular. A defesa nega que ele estivesse fugindo e sustenta que o empresário sempre se colocou à disposição para colaborar com as investigações.
A prisão ocorre no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo a concessão de créditos falsos pelo Banco Master e negociações com o BRB (Banco de Brasília). Segundo a magistrada, o objetivo da manutenção da prisão é preservar a ordem pública e desarticular a suposta organização criminosa — argumento destacado no segundo parágrafo da decisão.
Na decisão, a desembargadora afirma que a investigação revelou um esquema de cessão irregular de carteiras de crédito entre o Banco Master e o BRB, envolvendo aproximadamente R$ 17 bilhões. Ela cita indícios de manipulação de ativos, criação de narrativas para órgãos reguladores e uso de empresas de prateleira para simular créditos inexistentes.
Os advogados do banqueiro insistem que ele não tentou sair do país e sempre se colocou à disposição das autoridades. A versão é de que a viagem seria profissional, relacionada à negociação com investidores, e não uma tentativa de escapar de eventual prisão, como especulado.
BRB anuncia auditoria externa
Em nota divulgada na quarta-feira (19), o BRB informou que contratará uma auditoria externa para apurar eventuais falhas de governança e de controle interno — movimento que tende a ampliar o escrutínio sobre operações envolvendo o Banco Master, cuja liquidação extrajudicial já foi decretada pelo Banco Central.
O caso avança em meio a uma crise ampla do sistema financeiro privado, marcada por investigações, disputas jurídicas e decisões que ainda devem repercutir no mercado nos próximos meses.
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