Justiça mantém prisão de Oruam, que fala em fé e injustiça em carta aberta
Rapper segue detido em Bangu por tentativa de homicídio; defesa fala em julgamento desigual e promete recorrer ao STJ
Por: Redação
11/09/2025 às 21:14
● Atualizado em 11/09/2025 às 21:19

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu, nesta quinta-feira (11), manter a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. O artista está preso desde 22 de julho no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, acusado de tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais civis durante uma abordagem em sua residência, no bairro do Joá.
A sessão que analisou o habeas corpus contou com a presença da mãe do cantor, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, de sua noiva, Fernanda Valença, e de seu irmão, Lucca Nepomuceno. Também marcaram presença o funkeiro Mc Poze do Rodo e Vivi Noronha, figuras próximas ao artista. Os advogados de Oruam anunciaram que vão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Carta aberta
Dois dias antes da decisão, o rapper divulgou uma carta escrita à mão, em que afirmou não ser traficante e pediu desculpas a fãs e familiares. Oruam declarou que sua prisão o aproximou de Deus e disse aceitar o momento como “um castigo”, mas também criticou o que considera ser um julgamento desigual.
“Um leão ferido ainda é um leão. Ninguém prende quem tem a mente livre”, escreveu o cantor.
Oruam destacou que está “pagando por erros”, mas que carrega acusações que não correspondem à sua verdade. Ele também falou sobre falsos amigos, disse ter sido “leal a quem não merecia” e agradeceu aos que permaneceram ao seu lado.
A defesa insiste que Oruam não é traficante, mas um artista perseguido por erros passados, e aposta no STJ para reverter a decisão. Enquanto isso, o rapper segue em Bangu, onde afirma refletir sobre a própria vida e reencontrar sua fé.
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