Lewandowski exonera Ramagem e Anderson Torres da PF após determinação do STF
Decisão segue ordem da Corte e reforça pressão política sobre ex-integrantes do governo Bolsonaro; Ramagem está foragido nos EUA e Torres segue preso
Por: Redação
03/12/2025 às 17:42
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil e Fernando Frazão/Agência Brasil
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, assinou nesta quarta-feira (3) duas portarias que cancelam os vínculos funcionais de Alexandre Ramagem e Anderson Torres com a Polícia Federal. A medida, segundo o governo, cumpre determinação expressa do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia decretado a perda dos cargos de ambos após condenações relacionadas aos episódios classificados pela Corte como “trama golpista”.
As portarias citam pareceres internos do Ministério da Justiça, da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Advocacia-Geral da União (AGU), reforçando que a destituição seria um ato administrativo necessário para executar a ordem do STF — decisão que, para críticos, aprofunda o protagonismo da Corte em temas tipicamente administrativos e suscita discussões sobre interferência nos demais Poderes.
A trajetória dos ex-delegados
Ramagem, atualmente foragido nos Estados Unidos, ingressou na PF em 2005 e alcançou destaque durante o governo Jair Bolsonaro, quando assumiu a direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Mesmo fora do país, o ex-diretor mantém ativo o imóvel funcional da Câmara dos Deputados, o que pode gerar nova disputa judicial.
Já Anderson Torres entrou na corporação em 2003, após atuar como papiloscopista na Polícia Civil do DF. Foi ministro da Justiça no governo Bolsonaro e retornou ao comando da Segurança Pública do Distrito Federal em 2023, quando ocorreram os atos de 8 de janeiro. Desde então, enfrenta acusações e permanece preso.
A decisão de Lewandowski ocorre em um momento de tensão crescente entre o governo e a oposição, que considera o conjunto de ações contra ex-integrantes do governo Bolsonaro como parte de uma ofensiva político-judicial conduzida pelo STF e acatada integralmente pelo Executivo.
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