Início
/
Notícias
/
Brasil
/
Líder do MST anuncia brigadas de militantes para atuar na Venezuela em apoio ao regime de Nicolás Maduro
Líder do MST anuncia brigadas de militantes para atuar na Venezuela em apoio ao regime de Nicolás Maduro
Por: Redação
19/10/2025 às 14:48

Foto: Anselmo Cunha / PT
O dirigente nacional do MST, João Pedro Stédile, afirmou nesta quinta-feira (16) que brigadas de militantes do movimento em toda a América Latina estão sendo organizadas para apoiar o governo venezuelano e o povo da Venezuela, em meio ao clima de tensão com os Estados Unidos.
Segundo Stédile, a proposta foi apresentada durante o Congresso Mundial em Defesa da Mãe Terra, realizado em Caracas entre os dias 8 e 10 de outubro, com a presença de delegações de 65 países.
“Nós, movimentos da América Latina, vamos fazer reuniões e já estamos fazendo consultas para, no menor prazo possível, organizar brigadas internacionalistas de militantes de cada um dos nossos países para ir à Venezuela e nos colocarmos à disposição do governo e do povo venezuelano”, declarou.
O líder ressaltou que embora os militantes não tenham formação militar, “podem fazer mil e uma coisas, desde plantar feijão e fazer comida para os soldados a estar ao lado do povo se houver uma invasão militar dos Estados Unidos”. O MST confirmou que a estrutura das brigadas ainda está em debate interno e que não há definição sobre como se dará efetivamente essa colaboração.
A iniciativa ocorre em meio a intensas disputas diplomáticas entre Brasília, Washington e Caracas. O governo dos Estados Unidos, por meio de representantes, já afirmou considerar possibilidade de intervenção militar na Venezuela, acusando o regime de Maduro de tráfico, autoritarismo e violações de direitos humanos — denúncias que o Executivo venezuelano nega.
A declaração do líder do MST levanta questionamentos sobre o papel de organizações sociais brasileiras em conflitos internacionais, bem como possíveis efeitos para a política doméstica. Críticos apontam risco de envolver o Brasil em conjunturas externas e agravar tensões diplomáticas, enquanto apoiadores argumentam que se trata de expressão de solidariedade de movimentos sociais latino-americanos.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil
Assine nossa news letter
Receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.




