Lula articula pacote bilionário para cobrir rombo dos Correios
Governo avalia empréstimo de R$ 20 bilhões com bancos públicos e privados; Tesouro pode entrar como garantidor
Por: Redação
14/10/2025 às 21:40

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está articulando com bancos públicos e privados um empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer a estatal Correios, que acumula prejuízos bilionários nos últimos anos. A informação foi divulgada nesta terça-feira (14) pelo jornal Folha de S.Paulo.
Segundo o plano, a empresa receberia R$ 10 bilhões em 2025 e outros R$ 10 bilhões em 2026. A operação envolveria instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e bancos privados — entre eles BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil. O Tesouro Nacional deve funcionar como garantidor.
O dinheiro será usado para capital de giro e execução de medidas de ajuste, como programas de demissão voluntária, renegociação de passivos e mudanças no plano de saúde da empresa. A operação foi discutida no último dia 9 em reunião com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Esther Dweck (Gestão e Inovação), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e representantes do Tesouro e bancos públicos.
Os Correios fecharam o primeiro semestre de 2025 com um prejuízo de R$ 4,4 bilhões — valor superior ao resultado negativo de todo 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões. A deterioração financeira levou o governo a acelerar o plano de reestruturação.
Nos bastidores, o Planalto não descarta a possibilidade de um aporte adicional do Tesouro, caso o empréstimo não seja suficiente para cobrir os custos e dívidas da estatal. A medida, no entanto, enfrentaria desafios fiscais diante do atual cenário de restrição orçamentária.
A atual gestão da empresa, comandada por Emmanoel Schmidt Rondon — funcionário de carreira do Banco do Brasil —, foi encarregada de liderar o plano de recuperação.
O governo e os Correios não comentaram oficialmente a operação até a publicação da reportagem.
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