Lula aumenta impostos e sobrecarrega brasileiros com nova onda de tributos
Em pouco mais de dois anos de governo, já foram criadas ou elevadas pelo menos 24 cobranças de impostos — o equivalente a uma nova medida a cada 37 dias
Por: Redação
30/06/2025 às 20:15

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
Desde que reassumiu a Presidência da República em janeiro de 2023, Luiz Inácio Lula da Silva tem conduzido uma política econômica marcada por aumentos sistemáticos na carga tributária. Em pouco mais de dois anos de governo, já foram criadas ou elevadas pelo menos 24 cobranças de impostos — o equivalente a uma nova medida a cada 37 dias, segundo levantamento da imprensa especializada. Para críticos, trata-se de um pacote de arrocho fiscal que penaliza a população e desestimula o setor produtivo.
A escalada tributária atinge desde o consumo popular até investimentos no exterior. Itens básicos como combustíveis, energia e produtos importados passaram a ser mais tributados. O governo retomou a cobrança de PIS/Cofins sobre gasolina, etanol e diesel, aumentou o IPI sobre armas, munições e painéis solares, e acabou com a isenção de impostos para compras internacionais de até 50 dólares, prática comum entre consumidores de baixa renda.
Além disso, tributos foram criados sobre apostas online, lucros de empresas multinacionais, investimentos em offshores e fundos exclusivos. Até veículos elétricos, vistos como alternativa sustentável, foram alvos de novas alíquotas. O chamado "Imposto Seletivo", previsto para entrar em vigor em 2027, promete ampliar ainda mais a carga, atingindo produtos como bebidas, cigarros e carros de luxo.
Apesar de alegar responsabilidade fiscal, o governo tem sido criticado por recorrer à arrecadação fácil em vez de cortar gastos públicos ou promover reformas estruturais. A justificativa do Planalto de que as medidas são necessárias para manter o equilíbrio das contas públicas e financiar programas sociais não convence parte do Congresso, que vê uma postura arrecadatória desmedida, com impacto direto sobre consumidores e empresários.
O resultado é uma pressão inflacionária sobre o bolso da população, especialmente das camadas mais pobres, que pagam proporcionalmente mais impostos em produtos do dia a dia. O setor produtivo também reclama da insegurança jurídica gerada por mudanças frequentes e pouco previsíveis, que dificultam o planejamento e a atração de investimentos.
A falta de diálogo com o empresariado e o avanço de medidas por decreto ou portarias têm agravado o desgaste político do presidente. Para a oposição, Lula lidera um governo contraditório, que defende os pobres no discurso, mas os pune na prática com aumentos de tributos sobre o consumo.
Com a aproximação das eleições municipais de 2026, a cobrança por uma reversão dessas medidas deve se intensificar. A classe média e o setor comercial, principais afetados pela nova política tributária, já demonstram sinais de insatisfação crescente. A promessa de uma reforma tributária equilibrada se distancia da realidade observada até agora: um Brasil cada vez mais caro para quem trabalha, consome e produz.
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