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Lula caminha para encerrar mandato com o maior rombo fiscal desde o Plano Real
Lula caminha para encerrar mandato com o maior rombo fiscal desde o Plano Real
Dados apontam descontrole nas contas públicas, alta da dívida e herança pesada para o próximo governo
Por: Redação
22/12/2025 às 08:38

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caminha para ser encerrado com o maior déficit nominal da história desde o Plano Real. O indicador, que inclui não apenas o resultado primário, mas também o custo dos juros da dívida pública, revela uma deterioração fiscal contínua e sem precedentes no período pós-estabilização monetária.
O déficit nominal médio entre 2023 e 2026 deve alcançar 8,6% do PIB, superando todos os governos anteriores, inclusive períodos de crise severa. O dado contrasta com o discurso histórico do PT de responsabilidade fiscal e reacende críticas sobre a condução econômica do atual governo.
Especialistas apontam que o rombo fiscal é resultado direto da expansão acelerada dos gastos públicos, sem contrapartidas claras de cortes ou reformas estruturais. Entre 2023 e 2024, o gasto primário federal cresceu cerca de 12% em termos reais, enquanto o governo evitou enfrentar despesas obrigatórias e manteve políticas de forte viés eleitoral.
O cenário contribui para a manutenção de juros elevados, já que o mercado exige prêmios maiores para financiar uma dívida crescente. Isso afeta diretamente a população, encarecendo crédito, reduzindo investimentos privados e comprimindo a capacidade do Estado de investir em áreas essenciais como saúde, segurança e infraestrutura.
Relatórios internacionais citados pela análise colocam o Brasil como o segundo país mais endividado entre os emergentes, com dívida pública próxima de 87,6% do PIB, atrás apenas da China. A posição fragiliza o país diante de choques externos e limita a margem de manobra do próximo presidente, seja ele quem for.
Para analistas fiscais, o governo Lula deixa uma “herança maldita” para 2027: dívida elevada, juros altos e pouco espaço para políticas públicas sem novo aumento de impostos — um custo que recai, inevitavelmente, sobre o contribuinte.
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