Lula diz que eleição será guerra: “Não tem mais Lulinha paz e amor”
Durante evento de aniversário do PT, presidente afirma estar “motivado para cacete”
Por: Redação
08/02/2026 às 21:31

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (7), durante o ato de comemoração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador, que o processo eleitoral de 2026 não será marcado por conciliação. Segundo o chefe do Executivo, “não terá mais essa de Lulinha paz e amor”, pois a próxima eleição será uma “guerra”.
Ao discursar ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Lula declarou: “Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter de nos preparar para para não poder deixar a mentira governar este país. Vamos nos preparar. Eu quero que vocês saibam que eu estou motivado para cacete, porque o que está em jogo neste país não são só as eleições“.
Pouco antes, o presidente reconheceu que ainda não definiu completamente sua linha de discurso para a campanha, mas reforçou o tom de enfrentamento. “Vamos ter de construir, porque é uma guerra política”, afirmou.
Durante a fala, Lula também voltou a enfatizar a soberania nacional e afirmou que o Brasil não aceitará interferências externas, nem terá “dono”, nem será “colonizado”. Segundo ele, a disputa eleitoral exigirá mais do que a defesa de realizações administrativas.
“Vai dar PT se entendermos que todas as coisas boas que fizemos não serão suficientes. Não é isso que vai ganhar, não se iluda. O que vai ganhar é nossa narrativa política. Nós temos de dizer em alto e bom som, para quem quiser ouvir: o nosso país é soberano. Queremos trabalhar com todo mundo, mas não queremos ser donos nem queremos ser colonizados“, declarou.
As declarações foram feitas no encerramento das atividades comemorativas do aniversário do PT, que ao longo de três dias promoveu debates internos sobre comunicação, soberania na América Latina e estratégias políticas.
O evento reuniu militantes, parlamentares e ministros do governo.
Participaram do ato, entre outras autoridades, a primeira-dama Janja Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, os ministros Gleisi Hoffmann, Rui Costa, Paulo Teixeira, Márcia Lopes, além de governadores, senadores, deputados e representantes de movimentos sociais.
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