Lula faz discurso em tom eleitoral e promete “derrotar adversários” em 2026
Presidente mistura entrega de obra pública com ataques políticos; fala ocorre em meio a problemas logísticos da COP 30 em Belém
Por: Redação
02/10/2025 às 21:46

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a adotar um discurso de campanha nesta quinta-feira (2), durante cerimônia do Ministério da Educação na Ilha do Marajó (PA). O petista afirmou estar se preparando para “derrotar outra vez” seus adversários nas eleições de 2026, em um tom que deixou de lado a solenidade institucional.
"Estou me preparando para entregar outra vez o melhor governo que esse país já teve. (...) Quero dizer para essa gente que se preparem para lutar, porque nós vamos derrotar vocês outra vez e não vamos permitir que vocês voltem a governar esse país", declarou Lula, em referência à oposição.
O discurso ocorre um dia após a Câmara aprovar, por unanimidade, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, uma das principais promessas de campanha do petista. O texto, relatado pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), foi aprovado com 493 votos favoráveis e agora segue para o Senado. O governo estima que a medida beneficie cerca de 15 milhões de brasileiros a partir de 2026 — justamente ano eleitoral.
Durante o evento, Lula atacou políticos que não dão continuidade a obras iniciadas por gestões anteriores e chegou a dizer que “muitos administradores públicos deveriam ser presos por irresponsabilidade”. A creche entregue nesta quinta-feira foi iniciada em 2011, mas só concluída agora.
O presidente também comentou os problemas de infraestrutura em Belém (PA), que sediará a COP 30, em novembro de 2026. Lula afirmou que a conferência não será “a COP do luxo” e que pretende dormir em um barco durante o evento.
"Eu falei para a Janja, eu não vou nem para hotel. Eu vou dormir num barco. Porque enquanto os gringos estiverem dormindo eu vou estar pescando", disse, em tom de ironia.
A fala reforça a estratégia de Lula de politizar atos de governo e adotar narrativa eleitoral antecipada. Ao mesmo tempo, especialistas apontam que os gargalos logísticos da COP 30 e os problemas estruturais de Belém expõem os desafios do governo em conciliar retórica com execução prática.
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