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Lula fortalece laços com Irã durante BRICS e reaviva críticas por aproximação com regimes autoritários

Lula fortalece laços com Irã durante BRICS e reaviva críticas por aproximação com regimes autoritários

Para Lula, o BRICS é uma oportunidade de assumir uma liderança global independente de Ocidente

Por: Redação

06/07/2025 às 21:09

Imagem de Lula fortalece laços com Irã durante BRICS e reaviva críticas por aproximação com regimes autoritários

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Na cúpula do BRICS realizada no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em um momento que reacende críticas sobre seu histórico de alianças com governos acusados de violações de direitos humanos. Embora o encontro tenha sido tratado como parte da diplomacia multilateral — sobretudo após os recentes bombardeios ao Irã e a condenação do bloco às ações militares na região —, opositores veem nisso um sinal preocupante da postura internacional adotada pelo brasileiro.

Para Lula, o BRICS é uma oportunidade de assumir uma liderança global independente de Ocidente. Em seu discurso de abertura, ele declarou que “BRICS é herdeiro do Movimento dos Não Alinhados” e criticou o aumento dos gastos militares no Ocidente. Já o chanceler iraniano afirmou que pressionou por sanções contra Israel e os EUA, adicionando um tom firmemente alinhado ao Irã no grupo .

Entretanto, este não é o primeiro gesto de Lula em relação a parceiros polémicos. No passado, ele recebeu calorosamente Mahmoud Ahmadinejad em 2009 e defendeu Ebrahim Raisi, líder do Irã, mesmo diante de denúncias de crimes contra a comunidade LGBTQIA+. Essas escolhas políticas renderam críticas de que Lula se posiciona ao lado de “tiranos”, abrindo mão de valores democráticos em nome da geopolítica.

A ausência de Xi Jinping e Vladimir Putin na cúpula do BRICS enfraqueceu o evento, mas não abalou a diretriz adotada por Lula de promover uma agenda ideológica de contrapeso ao Ocidente. Agora, a presença do Irã, sob liderança de Teerã, reforça as preocupações de analistas de que o Brasil possa estar se alinhando com um bloco que inclui regimes considerados repressivos.

Críticos afirmam que o encontro com o ministro iraniano, sem qualquer sinal de pressão por avanços em direitos fundamentais, reafirma uma indução “pragmática demais” do Itamaraty, que pode comprometer a imagem do Brasil como defensor de liberdades individuais. A cautela diplomática de Lula é vista por alguns como um cálculo geopoliticamente arriscado — na difícil tentativa de equilibrar comércio e valores, o Brasil pode estar trocando seu prestígio democrático por uma imagem de equidistância mal compreendida internacionalmente.

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